Análise Crítica da Ordem dos Engenheiros, à Polémica Portaria n.º 1379/2009

31 Outubro, 2009.

A Ordem dos Engenheiros emitiu ontem, uma comunicação na qual critica a polémica Portaria n.º 1379/2009, de 30 de Outubro, que regula as qualificações específicas mínimas adequadas à elaboração de projectos, à direcção de obras e à direcção de fiscalização de obras, no âmbito dos projectos e obras, públicas e particulares, que a seguir se reproduz.

A Ordem dos Engenheiros (OE), tomou conhecimento da Portaria n.º 1379/2009, de 30 de Outubro, que regula as qualificações específicas mínimas adequadas à elaboração de projectos, à direcção de obras e à direcção de fiscalização de obras, no âmbito dos projectos e obras, públicas e particulares, compreendidas no artigo 2.º da Lei 31/2009 de 3 de Julho.
A Ordem dos Engenheiros, com particular envolvimento do Conselho Nacional do Colégio de Engenharia Civil, apreciou o diploma e entende manifestar uma posição de frontal contestação a diversas disposições da Portaria, o que aliás, já tinha sido manifestado pelo Bastonário da Ordem dos Engenheiros ao Senhor Ministro Mário Lino, em reunião havida no passado dia 19 de Outubro.
Como referido no preâmbulo da Portaria, trata-se de uma iniciativa do Ministério, na ausência de acordo entre as associações públicas profissionais, designadamente a Ordem dos Engenheiros, a Ordem dos Arquitectos e a Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos, para a celebração de protocolos estabelecendo as qualificações específicas acima referidas.
A Ordem dos Engenheiros tem-se envolvido na discussão destas matérias de uma forma construtiva, valorizando a qualidade da construção, a responsabilização dos agentes intervenientes no acto de construir e a diferenciação das intervenções que deverá ter em conta a formação de base, experiência e formação contínua. Sinal inequívoco dessa atitude é a própria Lei 31/2009, em que estes princípios aparecem genericamente vertidos, tendo a OE aceite que o exercício de arquitectura esteja apenas a cargo de arquitectos. Lamentavelmente, esta não foi a atitude das outras associações envolvidas, que centraram a discussão sobretudo na defesa de interesses corporativos. A Ordem dos Arquitectos (OA), usando como argumento as disposições do seu estatuto, mas que não poderão ser entendidas como competências específicas, reclamou a direcção de obras como acto próprio dos Arquitectos, competência que não poderá ser reconhecida face à formação em arquitectura ministrada nas universidades portuguesas. A Associação Nacional dos Engenheiros Técnicos (ANET) procurou diluir a diferença entre formações de 3 e 5 anos em engenharia, defendendo que a experiência profissional se encarrega de uniformizar e igualar tudo. Neste enquadramento, foi impossível haver entendimento.
Perante esta situação, o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, e a entidade reguladora, o InCI – Instituto da Construção e do Imobiliário, foram incapazes de assumir uma posição corajosa de defesa do interesse público e limitaram-se, na pressa de legislar, uma vez que a Portaria deveria ser publicada até 1 de Novembro, a optar pela posição mais fácil, não acolhendo as opiniões de princípio da OE, que foram expressas e justificadas em clara sintonia com os critérios definidos no art.º 27.º da Lei n.º 31/2009.
Neste contexto, o resultado final é um absurdo e é prejudicial para o sector da construção, que deverá promover a defesa da qualidade e uma efectiva confiança pública entre os técnicos reconhecidos e as competências que deverão garantir. Desta forma, a Portaria acaba por não respeitar a Lei n.º 31/2009, aprovada sem votos contra pelos diferentes grupos parlamentares, e, de certa forma, irá desvirtuar os objectivos defendidos por aquela Lei que revogou o Decreto 73/73, com cerca de 36 anos.
O resultado é mau porque não teve devidamente em conta as diferenças entre a formação dos engenheiros e dos engenheiros técnicos, permitindo a estes projectar obras de grande complexidade e responsabilidade, onde a formação de base de 3 anos não é suficiente, como é reconhecido nos programas curriculares dos Institutos Politécnicos.
Por outro lado, ao permitir que os arquitectos possam dirigir obras de construção de edifícios até ao valor de 2.656.000 euros, está a reconhecer competências específicas que não correspondem à sua formação e que o mercado também não reconhece. Além disso, a portaria padece de erros técnicos graves associados à definição dos tipos de obras.
Perante os factos descritos, a Ordem dos Engenheiros irá solicitar, de imediato, ao Senhor Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, e ao Senhor Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a suspensão da Portaria n.º 1379/2009, de 30 de Outubro, e início de um processo que permita, com tempo, produzir uma Portaria que respeite os princípios definidos na Lei n.º 31/2009.
Simultaneamente, será dado conhecimento da posição da Ordem dos Engenheiros à Assembleia da República.
Um país não pode ter um discurso político de defesa da qualidade e da formação, como está expresso na Lei n.º 31/2009, e depois permitir uma prática contrária, como está definido nas disposições da Portaria n.º 1379/2009.
As posições expressas foram aprovadas pelos membros do Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Engenheiros e pelo Conselho Nacional do Colégio de Engenharia Civil, onde se encontram inscritos cerca de 18.000 Engenheiros Civis.

Lisboa, 30 de Outubro de 2009

Fernando Ferreira Santo
Bastonário da Ordem dos Engenheiros

Juntamente com a comunicação foi ainda distribuída a análise detalhada, por parte da OE à Portaria n.º 1379/2009, que a seguir se disponibiliza para Download.

Download Análise Crítica da OE à Portaria n.º 1379/2009


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98 Comentários a Análise Crítica da Ordem dos Engenheiros, à Polémica Portaria n.º 1379/2009

  1. tito

    Escandaloso!

  2. Paula Matos

    Esta lei é uma verdadeira irresponsabilidade e falta de respeito para que se esforçou 5 anos e 6 meses para se formar Engenheiro.

  3. Daniel

    Parece mais uma trapalhada do actual governo, igual à da passagem das licenciaturas para 3 anos. Mas deixo uma questão, para quando uma Ordem dos Engenheiros capaz de realmente fazer frente e conseguir mudanças, tal como a ordem dos médicos ou a ordem dos advogados o faz?

  4. Pedro Simão

    Arquitectos a dirigirem obras? Só se for em Espanha ou em França, porque aqui, nas faculdades de arquitectura só se ensina a ser “artista”.

  5. APB

    QUE ESCÂNDALO

  6. luisa figueiredo

    Pedro-realmente não sabe do que está a falar nem conhece o panorama actual das universidades de aquitectura. A verdade é que o governo deu oportunidade às várias ordens para se entenderem, coisa que não foi conseguida. Digo-lhe mais, há por aí muito engenheiro que sabe muito menos de gestão de obras que um Arquitecto licenciado.

  7. Samuel Pais Nunes

    Estamos a preparar um abaixo assinado de apoio à nossa ordem e de repúdio desta lei injusta e descriminatória. Logo que esteja operacional, dou notícias aqui no site.

    Cumprimentos a todos os colegas

  8. Bastos M.

    Vocês não percebem que quem sempre foi descriminado foram os Engenheiros Civis membros da ANET?
    Exerço engenharia á cerca de 7 anos e congratulo o governo por finalmente por dar um passo em frente em acabar com essa situação

  9. Ana Magalhães - Engenheira Civil

    Bastos, realmente quem sai beneficiado desta situação é a ANET e a Ordem dos Arquitectos. E já agora, desde quando é que os membros da ANET são “Engenheiros Civis”? Que eu tenha conhecimento designam-se “Engenheiros Técnicos”. Para se ser Engenheiro Civil não basta tirar um curso “à pressa” de 3 anos. São 5 anos de muito trabalho numa Universidade acreditada para se ser “Licenciado em Engenharia” e mais 6 a 12 meses de estágio da Ordem dos Engenheiros para se ter o título de “Engenheiro Civil”.

  10. jj

    Colegas, moderação é o que é preciso, afinal partilhamos todos o mesmo problema.

  11. Vítor Sepeda Andrade

    Calma, vamos ver no que isto vai dar

  12. Maia

    A verdade é que daqui para a frente, qualquer gato pingado com 3 anos de estudos pode assinar projectos a sério. A comunicação do Engº Fernando Santo parece-me mais uma tentativa de justificação da incapacidade da OE se impor e da falta de capacidade de lobying junto dos orgãos de decisão estatais. Penso que a aprovação da Portaria significa um desprestígio para a classe.

  13. hugo pinto

    Mais ridículo que arquitectos a coordenar a construção de um edifício é por engenheiros técnicos a projectar obras do calibre referido. Já agora ponham desenhadores a fazer projectos de estruturas (parece que isso já acontece em algumas empresas) e acabem com a dignidade da classe de uma vez por todas.

    Abraços a todos. Parabéns pelo site espectacular.

  14. Rita Firmino

    Samuel, pode contar com a minha assinatura e de mais uns tantos colegas para o abaixo assinado. Vamos mostrar a nossa força e determinação!

  15. prp

    absurdo

  16. Francisco damião

    Suspensão da Portaria já! Samuel, qual o endereço do abaixo-assinado?

  17. paulo marques

    Ana Magalhães, que atitude feia da sua parte
    não se preocupe que há trabalho para toda a gente. Não aceito de forma alguma que os eng.tecnicos sejam menos capazes que os eng.civis

  18. Ana Magalhães

    Sabe Paulo, às vezes custa ouvir a verdade…

  19. FranciscoLima

    A oe tem travado duras batalhas. As que tem ganho são a grande custo. Não me parece aceitável que a ordem, depois do esforço que tem feito deva ser responsabilizada por algo que é unicamente fruto da incopetência e casmurrice do governo sócrates.

  20. Pedro Viegas

    O que está errado nesta portaria é que eu sendo licenciado em eng. civil (5 anos no IST) e mestre em eng. de estruturas (mais 2 anos no IST), como nunca me preocupei em ser eng. sénior, apesar de exercer há 17 anos, paaso a ter menos direitos que um eng. técnico com 13 anos de experiência. Deixo só uma pergunta: nos politécnicos ainda se ensina que edifícios até 3 pisos de altura não necessitam de cálculo sísmico? Se sim como é que o sismo sabe onde estão estes edifícios para não oscilar o terreno abaixo deste?

  21. Pedro Viegas

    À Luisa Figeiredo pergunto: não acha estranho estar a utilizar a argumentação, para defender arquitectos como directores de obra, que antes era utilizada pelos não arquitectos para defender a não revogação de 73/73?
    Já agora elucide-me: em que universidade é lecionada no curso de arquitectura alguma disciplina que tenha a ver com direcção de obra?

  22. Goba

    Estivesse o mercado melhor e certamente não se liam aqui comentários a roçar a discriminação!

    Até entendo que quem se formou e especializou em estruturas, tenha de certa forma algum reconhecimento no mundo de trabalho… mas se vermos bem isso já acontece! Só trabalham em gabinetes com obras de grande complexidade que tem curriculum para tal… por isso tenham lá calma!
    Não será qualquer pessoa a projectar obras de grande complexidade porque efectivamente elas são muito poucas, e existindo vão sempre para os mesmo gabinetes de renome… onde trabalham eng. que se formaram para tal!

    Não se esqueçam que nas universidades aprende-se muita teoria, apenas e só… e para se compreender e projectar bem, será sempre necessário “coaching”! E só nos grandes gabinetes se pode usufruir desse “coaching”!

    Tenho a certeza que a maioria das pessoas que comentou aqui fazem apenas moradias e edifícios… que é o que se faz em Portugal em 95% dos casos!

    Assim sendo… que a OE e a ANET implementem a revisão de projecto! Isso é que eu queria ver… e isso era o que eles podiam fazer de útil para a classe! Claro que o que se vê é o tentar perpetuar diferenças a bem de um grupo!

    Querem fazer abaixos-assinados, façam-nos a exigir a revisão de projecto de estruturas… quem sabe projectar, tem o projecto aprovado… quem não sabe projectar, tem o projecto chumbado!

    Isso é que a OE devia lutar… a bem da qualidade da construção, da regulação do mercado e garantia de uma engenharia sem falhas!

    Pensem bem nisto!

    ;)

  23. Renato Alarcão

    Antes de mais gostava de saudar a iniciativa dos elementos do site por darem o mote a tão interessante e necessária discussão.
    Também eu sou um daqueles ‘patos’ que se andou a esforçar 5 anos para tirar uma licenciatura (à antiga) para cada vez mais me aperceber que, de facto, não valeu a pena. Bastava ter feito 3 anos num qualquer politécnico, acabar com uma grande média de curso e já seria Engenheiro ‘à séria’. A presente portaria erra pelo facto de assumir que os 3 anos de politécnico (o antigo bacharelato e a nova pseudo-licenciatura) conferem o mesmo nível de conhecimentos que os 5 anos de um curso universitário.

  24. joliveira

    Concordo no geral com os termos da portaria (fora a parte dos arquitectos fazerem direcção de obra, por razões óbvias :)). Realmente o que o pais precisa é de pessoas que saibam fazer. O que interessa se tiveram mais ou menos anos de estudos, se souberem, de facto, o que estão a fazer. Tirei o curso no ISEC, e até posso aceitar que a qualidade de ensino e a exigência são bastante inferiores aos de algumas antigas licenciaturas (UC, FEUP, p/ex), mas o que realmente conta é o que se faz depois de acabar o curso, qual a experiência que se adquire. Faço projecto de estruturas há cerca de 7 anos e sei e tenho orgulho de fazer um bom trabalho.

    Abraço

  25. Carina Silveira

    Luisa Figueiredo tal como o Pedro Viegas, também eu estou curiosíssima em saber a preparação académica de um arquitecto, aqui em portugal para exercer funções de director de obra

  26. firmino

    Arquitectos a fazer direcção de obra, engenheiro técnicos a fazer projecto de estruturas, engenheiros civis a fazer arquitecura?. Parece o anúncio do restaurador Olex ;). Que confusão pegada.

  27. Nuno Matos, Arq.

    Deixo aqui o endereço de um excelente fórum de arquitectura: http://www.arquitectura.pt/
    Talvez lá possam aprender qualquer coisa sobre o que é o Ensino da Arquitectura em Portugal, em vez de mandarem palpites.

  28. jj

    Que tentativa de publicidade descarada :). De qualquer forma não me parece que alguém aqui esteja a “mandar palpites”

  29. Francisco Silva

    Os administradores deveriam remover o comentário do Nuno Matos, porque é pura publicidade a sites!

  30. Luisa Bastos Figueiredo

    Em resposta ao pedro e carina, faço minhas as palavras do Arquitecto Nuno Matos e deixo mais um endereço onde os Srs Engenheiros e afins podem tirar as vossas dúvidas: http://arquitectos.pt/ (ordem dos arquitectos)

  31. Administrador

    Francisco Silva, o comentário do Arquitecto Nuno Matos, não infringe qualquer regra do site. Todos os utilizadores têm direito à sua opinião.

  32. Pedro Viegas

    Em relação aos sites sugeridos eu pergunto: se nos sites da OE ou da ANET estivesse escrito que achavam que engenheiros ou engenheiros técnicos estavam habilitados a fazer arquitectura isso passava a ser verdade? Então porque é que no caso da OA isso acontece?
    Em relação aos defensores da posição da ANET pergunto: concordam que um enfermeiro com 13 anos de experiência poça exercer medicina?
    Pois é com os outros é sempre diferente.

  33. Bruno Lameiras

    Estou plenamente de acordo com a sua analogia, Pedro Viegas. Pela lógica de algumas opiniões expressadas, não necessitávamos de cursos superiores para nada.
    A Ordem dos Engenheiros, de que me orgulho de ser membro já há alguns anos, tem expressado inúmeras vezes a insatisfação com algumas das políticas seguidas pelos sucessivos governos, nomeadamente relativamente ao processo de Bolonha, à ridícula mudança na designação dos graus académicos e agora mais uma vez numa questão que afecta todos os Engenheiros Civis.

  34. Miguel Brito Nunes

    Também concordo que este comunicado mais parece um lavar de mãos da ordem, do que outra coisa, pela sua ineficácia quase total em defender a classe nos últimos anos. Estão mais interessados em manter o(s) tacho(s) e promover excursões recreativas do que em lutar pelos nossos direitos. Olhem para as Ordens dos Enfemeiros e Médicos, têm na mesma os tachos, mas defendem as classes com unhas e dentes, que não é mais do que a sua obrigação.

    Um bem-haja a todos e parabéns pelo magnífico site (este sim honra a classe!)

  35. Jony

    Qual é a página do abaixo assinado?

  36. Joao

    Uma nota para os emproados que pensam que os engenheiros técnicos são aqueles que tiram um curso “à pressa” de 3 anos:

    - são engenheiros técnicos aqueles cujo curso que tiraram NÃO seja reconhecido pela OE, mesmo que tenham tirado licenciatura (5 ANOS, portanto) e mesmo um mestrado a seguir!

  37. Ric

    Concordo com o João (meu caso) mas já agora tenho que reconhecer os Eng. da Ordem são EXCEPCIONAIS, não há ninguém como eles no mundo…pois existe (passou-se e continua a passar-se) quem assine 300 projectos/ano, ora bem analisando isto são únicos no Mundo portanto dêm-lhes tudo que são tachos.

    ALERTO para isto, todos nós estamos aqui a debater a questão das estruturas complexas, que 99% não têm nem vão ter a oportunidade de participar num. Portanto defender a ORDEM é defender “Alguns” e não os novos, pq esses nunca terão voz.

    Eu pertenço à ANET com muito orgulho, tenho uma licenciatura de 5anos!!!!TSHST pós graduação em estruturas especiais, Sabem qual é o meu maior prazer? é participar em projectos complexos (de momento estou a projectar um edificio com 15 andares, fundações por estacas, inclui ainda entivações) e mais vos digo a equipa de projecto é constituida por : 1Arqt, 2 Eng. ANET e 1 da ORDEM, portanto ninguém aqui é melhor do que o outro.

    Trabalho em equipa é o que se pede, optimizar projecto, partilhar experiências/conhecimentos ISSO SIM DEVERIA VIR NA PORTARIA

    Abraço p/todos e que a construção não abrande ainda mais, porque ai não à ordens nem ANETs que salvem

  38. Inês Vicente, arqtª

    Coitadinhos dos engº… 36 anos a fazer de conta que eram arquitectos e a assinar arquitectura sem formação para tal e agora que existiu a coragem de colocar cada macaco no seu galho estão muito indignados!!! Parabéns ao ministério da Obras públicas de teve acoragem de fazer o que se comprometia a fazer!!! As entidades não se entenderam… entendessem-se

    Gostaria de saber se os engº quando estão doentes vão à farmácia pedira ao farmacêutico se lhes passa a receita médica… pois é têm de ir ao sr. doutor pagar consulta para então depois terem a receita!! deu para perceber.

  39. Bárbara Augusto, EngªCivil

    É ridículo que venham para aqui arquitectos com tom de indignação para com a Ordem dos Engenheiros, quando sabem perfeitamente que foi a mesma que lançou o acordo para o fim da permissão de assinatura, por parte de Engenheiros , de projectos de arquitectura.
    Então e agora? Os Engenheiros não podem fazer projectos de arquitectura mas os Arquitectos podem fazer direcção de obras?
    Na altura a Ordem dos Arquitectos lutou para que houvesse justiça, com o apoio da Ordem dos Engenheiros, mas agora estão muito caladinhos, como de não fosse nada com eles.

  40. figueira

    Acho que esta portaria só favorece os engenheiros técnicos e os arquitectos. Os engenheiros civis e especialmente arquitectos paisagistas saem profundamente prejudicados.
    Qual é o site para o abaixo assinado?

  41. figueira

    Vejam aqui:
    http://land4us.blogspot.com/2009/11/uma-data-tragica-para-arquitectura.html

    “30 de Outubro de 2009 uma data trágica para a Arquitectura Paisagista Portuguesa.

    Caríssimos colegas

    Que a legislação tenha algumas incongruências. já estamos habituados, que nem sempre sejamos bem tratados pela República Portuguesa (veja-se o caso do tempo que tem demorado a aprovar a nossa Ordem e o triste processo dos Mestrados integrados) também já começa a ser habitual, mas que aceitemos ser tratados como profissão sem competências, É DEMAIS!

    A portaria 1379/2009 estabelece a qualificação exigível aos técnicos responsáveis pela elaboração e subscrição de projectos, pela direcção de obras e pela fiscalização de obras pelo que se torna de grande relevância para todas as profissões nela envolvidas estranhando-se que a Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP) não tenha sido ouvida.

    A Portaria nº 1379/2009 de 30 de Outubro de 2009 publicada em Diário da República 1ª série nº 211 é, do meu ponto de vista, um insulto à profissão e passo a explicar as razões.

    A Secção II do Capítulo II tem por titulo “Arquitectura e paisagismo” logo, depreende-se que nem a designação de Arquitectura e Arquitectura Paisagista merecemos.

    Ainda na mesma secção no Artigo 6º define-se “Projectos de paisagismo”. Esta designação já apareceu noutra legislação recentemente publicada (Lei nº 31/2009 de 3 de Julho – art. 10 – 6) que entendi como sendo uma incongruência legislativa já que na Portaria nº 701-H/2008 publicada no Diário da Republica 1ª série nº 145 de 29 de Julho de 2008 na secção XIII a designação que aparece relativa aos projectos que nós, Arquitectos paisagistas fazemos é de Espaços Exteriores e não de Paisagismo (veja-se Anexo II – Classificação das obras por categorias da mesma portaria).

    Mas se a designação de paisagismo é infeliz (e menos inocente do que pode parecer), a gravidade de tudo isto vai aumentando à medida que lemos a referida Portaria.

    No Capítulo III, Secção III art. 14º relativo a direcção de obras verifica-se que não podemos ser directores de qualquer tipo de obras, NEM MESMO AS DE JARDINS!!! Mas podem ser Arquitectos e Engenheiros.

    No art. 15º temos uma COISA indicada como “Projecto Ordenador de Paisagismo” onde, com grande benevolência, deixam que o director de obra possa ser “coadjuvado por arquitecto paisagista”.

    (Esta designação “Projecto Ordenador de Paisagismo” já aparece na Lei nº 31/2009 de 3 de Julho – art. 15 – 1 c).)

    Se ainda conseguirem ler mais desta Portaria 1379 aqui vai.

    Capítulo IV – Fiscalização de Obra na Secção III que se prende com a Direcção de fiscalização de outras obras, verifica-se que os Arquitectos Paisagistas não têm competências para ser directores de fiscalização de obras. E no art. 2 passo a citar ” A direcção de fiscalização de obras de espaços exteriores até à categoria III pode também incumbir a arquitectos com o mínimo de três anos de experiência (claro que nunca a Arquitectos Paisagistas mesmo que seja um Parque ou um Jardim) com excepção das obras previstas nas alíneas a) a h) do nº 4 do artigo 8º da Lei nº 31/2009, de 3 de Julho.

    Mas agora o verdadeiro ESCANDALO: art 3 “A direcção de fiscalização de obras em jardins e sítios históricos da categoria IV pode também incumbir a arquitectos com o mínimo de cinco anos de experiência, com a excepção prevista no número anterior”. Logo um jardim histórico pode ser fiscalizado por um Engenheiro ou por um Arquitecto mas NUNCA por um Arquitecto Paisagista.

    Colegas considero que não é mais possível aos profissionais de Arquitectura Paisagista ficar parados perante este atentado às nossas áreas de trabalho, à história e dignidade de toda uma profissão que tem vindo a ser construída há mais de 60 anos.

    Trata-se de um atentado à integridade profissional pelas competências que não nos reconhecem apesar da formação que temos.

    Também em caso algum podemos aceitar designações bárbaras de “paisagismo”, “projecto ordenador de paisagismo” e assinar termos de responsabilidade, fazer seguros de responsabilidade civil, assinar garantias bancárias, etc. para COISAS destas.

    Quem não sabe não faz legislação. Quem não sabe pergunta.

    O estado português não pode publicar legislação cujas associações profissionais não são devidamente ouvidas, repleto de erros nas definições e manifestamente proteccionista de umas áreas profissionais em detrimento de outras.

    Esta legislação IMPEDE O ACESSO dos Arquitectos paisagistas aos lugares de decisão nas obras e mais bem remunerados e torna-os sempre os elementos minoritários e com menos peso o que é gravíssimo quando se trata de obras de espaços exteriores.

    Considero que tem que haver uma manifestação pública de repúdio por este tipo de atitude pela nossa classe profissional e têm que ser tomadas medidas urgentes perante o Estado Português (cartas de protesto, abaixo-assinados, reuniões solicitadas pela associação da Associação Profissional e outros grupos profissionais e do ensino, etc.) no sentido de fazer estancar este tipo de legislação que está continuadamente a sair neste ano de 2009 e pressionar o estado a tornar a Apap em ordem profissional e a reconhecer a APAP como parceiro de negociação em todos os actos legislativos.

    Esta portaria é inaceitável e tem que ser revogada!!!!!!

    Caros colegas uma parte de acção/pressão pertence à nossa Associação Profissional – APAP, a outra pertence a todos nós.

    A PRESSÃO DE HOJE É O TRABALHO E O RESPEITO DE AMANHÃ.

    Saudações a todos os colegas e votos de grande actividade contestatária individual e colectiva nas próximas semanas.

    LRC”

  42. jj

    Os arquitectos paisagistas são realmente os mais injustiçados no meio disto tudo. Se até agora o seu âmbito de actuação era limitado, indo a maioria do trabalho para os arquitectos, então agora é o fim.

  43. Saloio

    Acabei de tirar o 12º ano pelas novas oportunidades.
    Será que me posso considerar engenheiro técnico?

    Tirem-me esta dúvida que me anda a moer o juízo…é que a minha tia diz que é enfermeira e só fez o 9º ano pelas novas oportunidades.

  44. migas

    LOL!! NADA COMO UM POUCO DE HUMOR PARA DESANUVIAR O AMBIENTE. BRAVO SALOIO :)!

  45. L. Sá Santos

    Saloio, tendo a responder afirmativamente à sua pergunta. De facto, de acordo com a portaria 1378/2009, é de facto engenheiro técnico e pode projectar e dirigir qualquer obra, de qualquer dimensão :)

  46. Onofre B

    he he

  47. ewftg

    sr. engº técnico Saloio parabéns pelo seu humor

  48. Goba

    @Pedro Viegas

    A diferença entre Enfermeiros e Médicos, e Engenheiros técnicos e Engenheiros, é que os Engenheiros técnicos e Engenheiros estudaram os dois engenharia Civil! Calma lá na generalizações!

    Tenham orgulho sim na vossa formação e no vosso trabalho… e não se comparem com gente que vocês nem conhecem. Se efectivamente forem tão bons como se anunciam aqui, o mercado (ou vocês próprios) rapidamente os vai colocar no local correcto! Parece-me que as pessoas em todas as áreas estão à espera que o governo lhes arranje empregos… mexam-se minha gente… não falta emprego cá em Portugal, Angola, Cabo-Verde, Polónia, Macau, etc… é só procurar!

    Volto a frisar que se estão a preocupar com o facto de este ou aquele fazer projectos complexos, que ninguém daqui (eu gostava que sim ;) ) vai ter oportunidade de fazer… muito menos agora com esta crise! Por isso relaxem! Anda tudo muito nervoso!

    Agora deixo uma questão no ar… vejo aqui muita crítica relativamente aos Engenheiros técnicos porque tem cursos de 3 anos…. ora bem, em 3 anos eles dão as principais cadeiras de estruturas que as licenciaturas dão em 5 anos… talvez à excepção das estruturas metálicas… deixou-se de parte nos politécnicos muitas cadeiras de “encher-chouriço” assim dizendo.
    A questão é que nos outros países, as licenciaturas em Engenharia Civil já são, há muito, de 3 anos, e analisando o mercado inglês, francês, etc, parece-me que eles com 3 anos de formação tem muita mais influência em mercados estrangeiros… porque será que acontece isso então? O mesmo acontece em Espanha… o curso partilha arquitectura e engenharia, eles nem são grandes engenheiros nem grandes arquitectos e nem assim contratam engenheiros portugueses… porque tem os engenheiros de caminhos para as obras realmente complexas… que são, em termos gerais, meia dúzia!

    Um engenheiro técnico com 13 anos de experiência em projecto num bom gabinete, sabe tanto do que um Licenciado com 13 anos de projecto num bom gabinete… não serão os 2 anos que o licenciado frequentou a mais que o vão tornar num engenheiro melhor, e isso parece que faz confusão a alguém!

    Já tive muito licenciados a trabalhar comigo… muitos entraram e muitos saíram… mas mantenho o meu engenheiro técnico como chefe do departamento de projecto, porque ele é realmente bom! E isso é que realmente conta no final!

    Bem hajam!

  49. saloio

    Tem razão quando fala dos 13 anos de experiência.
    Agora, quanto ao restante está enganado. Ainda no mês passado saiu um aluno da fctuc (5 anos, mestrado integrado) para o mercado de engenharia civil francês, porque não têm lá nenhuns com estas caracteristicas. E mais, esse tal vai entrar já (praticamente expriência) na TTT e na nova cobertura de chernobyl.
    Quanto à questão de darem as principais cadeiras de estruturas nos 3 primeiros anos…se calhar até as dão, mas de uma maneira muito superficial, concomitantemente à qualidade dos professores que têm. E o resto? patente à direcção, fiscalização, etc e ESPECIALIZAÇÃO que não se tem com 3 anos? É so para enfeitar?
    Foi por essas e por outras que no final dos 3 anos me mudei para uma universidade…não sabia absolutamente nada…
    Deixem-se de tretas…cursos de 3 anos, tiro eu ao DOMINGO a copiar que nem um labrego.

  50. saloio

    *(praticamente sem experiência)

  51. JP

    Em vez estarmos a perder tempo com as outras associações profissionais vamos mas é pressionar a Ordem dos Engenheiros a passar todos os membros a sénior.
    Já agora e uma vez que o ministro Jamé é engenheiro pedir uma punição pois, ao assinar esta portaria violou claramente o artº 83 (Deveres dos membros efectivos para com a Ordem) que diz no ponto e) Contribuir para a boa reputação da Ordem e procurar alargar o seu âmbito de influência;
    Não vale a pena perder tempo com associações corporativistas

  52. AL

    Aqui o saloio deve ter andado num Politécnico que apenas tinha 3 anos de curso, pois eu estudei no ISEP e os meus colegas Engenheiros Técnicos têm na sua grande maioria 5 anos de formação.Quanto á qualidade dos professores, tive muitos doutorados pelas Universidades de renome no nosso pais em Engenharia Civil, nomeadamente pela FEUP, ora se são de fraca qualidade os doutorados lá formados não sei o porquê deste debate. Ou seja, há muitos Engenheiros Técnicos senão mesmo a maior parte com 5 anos de formação e seis a dozes meses de estágio como dizia a Ana Magalhães,tão revoltada não sei bem porquê, deve ter pouca confiança nos seus conhecimentos.Uma diferença é que a ANET não tem o lobby corporativista que a OE tem e não deixa (ou pelo menos tenta controlar) que os seus membros assinem projectos sem sequer olhar para eles.Ora todos sabemos como funcionou a Engenharia em Portugal durante tantos anos, em que um Engenheiro Civil, tão honradamente inscrito na Ordem porque teve supostamente mais 4 semestres de estudo que os pobres Engenheiros Técnicos, assinava mil e um projectos que outros calculavam para ele..ser Engenheiro valia pela asinatura.Sem contar os mil e um alvarás que podiam assinar..era dinheiro em caixa sem fazer nenhum. Ainda bem que há gente revoltada com as mudanças que se estão a operar na classe…é sinal que se estão a mexer em interesses instalados.Quem sabe e tem o conhecimento não tem medo, o mercado exige pessoas competentes e não titulos e assinaturas. Quem quer reconhecimento que estude e trabalhe, não é andar 5 anos a estudar e pensar que tem a vida feita. Bem haja a quem tem competência..quem não tem, fica desempregado ou não sobe na profissão, estude lá onde estudar!

  53. jinjeiras

    http://www.youtube.com/watch?v=d28C0xhYSDU

  54. R. Costa Silva

    De facto esta lei está em rota de colisão com muitas outras leis. Nada de anormal na nossa legislação. Depois de Portugal ter assinado o tratado de Bolonha, esta portaria e discoção eram inevitaves. Caros leitores, pensem que isto de engenheiros com cursos tirados à pressa em 3 anos nao é novidade em na maioria dos estados da UE, até à bem poco tempo só Portugal e Espanha tinham cursos de 5 anos e actualmente só Espanha tem esse modelo de licenciatura. Injusto é os estudantes que estão agora nas univercidades serem obrigados a tirar um mestrado e serem equiparados aos antigos licencidados, Injusto é um Alemão, Francês, Belga, Sueco, Britânico… formado no seu país com um curso de 3 anos e vir para cá e ser equiparado com um antigo licenciado e com um mestrado na OE enquato os estudantes de cá são equiparados aos engenheiros tecnicos.
    De facto as mudanças custam a todos, mas não podemos ficar agarrados ao passado e ao “orgulhosamente sós”.

  55. MARCO COSTA

    JINJEIRAS, O SEU VIDEO É HILARIANTE!

  56. Fernando Pilar

    Boas…
    Bem esta portaria promete dar que falar…
    Não sei qual o plano de estudos de um curso Arquitectura, mas alguns também não devem saber que um curso de Engenharia tem muitas “cadeiras” ou unidades curriculares se preferirem relacionadas com arquitectura. Pelo menos eu tive meia dúzia. No entanto, concordo plenamente com o facto de não podermos realizar projectos de arquitectura! Pois a nossa formação nessa área será sempre insuficiente, o mesmo acontece com os arquitectos quanto à direcção de obra… cada macaco no seu galho! Não se trata de conhecimentos adquiridos mas sim de formação! Acredito que muitas pessoas com a sua experiencia e com o devido interesse domine todo tipo de matérias… mas não podem ser atribuídas competência só por isso! Autodidactas de engenharia haverá certamente e ainda bem mas se tiverem interessados em ter responsabilidade… Força tire um curso em Engenharia Civil.
    Quanto a Eng. ou Eng técnico… alguma diferença haverá de certeza. Basta ver a base que um curso acreditado pela ordem tem em matemáticas e físicas para entender! O título é o menos importante (até o primeiro ministro o usou indevidamente). Importante é termos TODOS muito trabalho pela frente.

  57. Eisfink

    Eu apenas quero salientar uma coisa:
    Actos de Arquitectura para os Arquitectos (estou prefeitamente de acordo com isso), e Actos de Engenharia para os Engenheiros.

    Parece é que esta portaria se esqueceu disso… Desde quando uma direcção de obra é um acto de arquitectura? E vamos ver se as outras especialidades da engenharia que antes podiam ser feitos por arquitectos (estas sem formaçao técnica nas universidades que habilitem a tal) continuam da mesma maneira, estou a falar da termica, acustica, gás, projectos de infraestruturas urbanas (já me passaram muitos pelas mãos assinados por arquitectos), etc…

    A ordem dos Engenheiros apenas serve para proteger os interesses de um pequeno grupo de engenheiros, aqueles que estão estabelecidos em grandes empresas de construção e projecto, os restantes membros apenas podem aguentar a borrasca o melhor que conseguirem. Infelizmente é o que temos. Não basta apenas mudar esta portaria, é necessário também lutar para que a ordem e a anet lutem pelos nossos direitos, pelos direitos de todos e não apenas por uma pequena minoria.
    Srs Engº’s e Srs Engº’s Técnicos, lembrem-se que são os Arquitectos que estão a entrar no nosso campo profissional. A Engenharia e a Engenharia Técnica (digamos assim) não são concorrentes, complementam-se uma à outra. Devemos puxar todos para o mesmo lado tendo apenas uma coisa em mente: Arquitectura para os arquitectos, Engenharia para os Engenheiros (incluindo os Engº’s Técnicos).

  58. kiss

    AL,
    Se de facto os politecnicos são assim tão buenos, diz-me la porque é que as 20 maiores empresas do país não têm engenheiros técnicos, ou se os têm, servem apenas para tirar fotocópias e plotar? Sim, gostava mesmo de saber porquê. E já agora, não queira comparar o ISEP, ISEL e até mesmo o ISEC aos restantes politécnicos (diferente de Universidade) espalhados por esse país fora. É que por muito mau que seja o ensino nesses três (ate tenho alguns colegas, apenas licenciados pre-bolonha, ao contrario do que diz, a dar aulas nesses ditos cujos) têm sempre algum mercado de trabalho.
    Para finalizar, concordo com o que diz na parte final, “Quem quer reconhecimento que estude (faltou apenas… numa das três maiores universidades do país) e trabalhe, não é andar 5 anos a estudar e pensar que tem a vida feita”!

    Kisses

  59. AL

    kiss,
    Se as empresas não têm, então é porque o mercado regula e não percebo o porquê desta discussão.É mais que obvio que obras complexas e projectos de estruturas complexos serão sempre feitos por quem tem formação e experiência para tal. O que quero dizer é que em tudo há excepções, e se há muitos Engenheiros que são teoricamente muito bons isso depois na pratica não acontece e vice-versa. Acho que há lugar no mercado para todos, custa-me a entender porque acham que os Engenheiros saem tão prejudicados com esta lei, quando têm tanta confiança na sua formação. Parece-me a mim que querem impedir quem não estudou nas “três maiores universidades do pais” de terem sequer uma oportunidade de subirem na carreira por muito bons que possam ser (e não me digam que só quem estudou no IST, FEUP e U.Coimbra é que percebe de Engenharia Civil, embora reconheça que são instituições de ensino cuja reputação fala por si) uma vez que excepções as há em todo o lado. Esta lei não digo que é perfeita, mas dizer que um Engenheiro técnico com 3 ou 5 anos de formação e mais 5 de experiência no mercado de trabalho não se pode equiparar a um mestrado de 5 anos saido das Universidades é uma patetice pegada. Esta lei equipara e a meu ver muito justamente. Quanto a projectos complexos todos sabemos que não é nenhum Engenheiro Técnico com 3 anos de formação que vai entrar num gabinete onde eles são feitos, por isso não têm com o que se preocupar. E se me dizem que é preciso estudar no IST para projectar moradias enfim..e para o Pedro Viegas aprendi a fazer cálculo sismico para edificios como manda a lei, não sou nenhum especialista nisso, mas também duvido que muitos Engenheiros da Ordem o sejam.

    Interessa é que haja bastante trabalho e cooperação ente todos os agentes envolvidos na construção sem alguns comentários a roçar o racismo que aqui se vão ouvindo..não quero acreditar que é essa a formação que dão nas Universidades, pois parece-me que os Engenheiros Técnicos que aqui postaram não demostram um décimo da arrogância de alguns supostos Engenheiros especialistas em maus figados.

    Falam do lobby da Ordem dos médicos, que a Ordem dos Engenheiros devia ser igual..ora o que o país precisa é de voltar ao tempo da ditadura fascista, só falta mesmo dizer isso..incrivel com acham que estão a dizer uma grande coisa. Vejam a tendência Europeia, os critérios de adesão á FEANI e digam á vossa Ordem é para implementar revisão de projecto e deixar de querer sobrepor-se ao Estado.Se é aprovada uma Instituição de Ensino, os estudantes desta devem ter os mesmos direitos que os de outra qualquer, depois o mercado decide e não meia duzia de teóricos que apenas estão interessados em manter os seus tachos.

    kisses

  60. Pereirinha

    Sou licenciado em Engenharia Geológica e membro efectivo da Ordem dos Engenheiros, sendo que tenho uma experiência de 10 anos em obras públicas, perante o exposto nesta portaria poderei exercer as funções de direcção de obra ou de chefe de fiscalização??

  61. Francisco

    Primeiro gostaria de lembrar que a acreditação de cursos pela OE não é exclusiva às Universidades. Tirei o meu curso de 5 anos pré-bolonha no ISEL, politécnico portanto, curso de Engenharia Civil acreditado pela OE.

    Face a esta nova Portaria, estou de acordo que actos de Arquitectura sejam exclusivos de Arquitectos, assim como actos de gestão e direcção técnica de obras deviam ser exclusivos de Engenheiros.

    Quanto à diferença entre Engenheiros Técnicos e Engenheiros, ela existe de facto, falo por experiencia propria pois podia ter parado os meus estudos após 3 anos. Não são só nas questões de projecto em cadeiras como dinamica de estruturas, betão pré-esforçado, etc… como também cadeiras de Economia e gestão de obras, etc…

    Uma pergunta agora em relação à referida portaria: Existe algua excepção em que seja permitido o Engenheiro elaborar um projecto de Arquitectura? Estou a pensar por exemplo num armazem industrial fudamentalmente técnico. Pergunto isto pois em pelo menos em duas cadeiras fiz trabalhos com armazens, não só estrutura como imaginam, mas também toda a arquitectura do edíficio e sua envolvente, com preocupações de funcionalidade do espaço.

    Agradeço a todos desde já, todos temos lugar e todos temos mérito, sejam Arquitectos, Engenheiros técnicos ou não. Aceitemos as diferenças.

  62. GC

    E já agora porque não falar de numero de cadeiras em vez de 3 ou 5 anos, pois na minha altura os 3 anos do ISEL tinham 46 cadeiras, e os 5 anos do Técnico tinham 52 cadeiras, será que a diferença era assim tanta.
    Quanto às grandes empresas não terem engº tec., também não é bem assim, pois no meu caso sou director de produção numa dessas “grandes”, e não sou caso unico.

  63. Pedro

    Se os Srs Arquitectos, podem fazer direcção de obras, os Engenheiros tb deveriam continuar a subscrever, projectos de Arquitectura, pela lógia da Srª Luísa Figueiredo, se existem engenheiros que sabe muito menos de gestão de obras que um Arquitecto licenciado, obviamente tb existem muitos Arquitectos que pouco sabem de Arquitectura, comparativamente com muitos desenhadores, Ataes e Engenheiros, que nem um projecto de uma simples moradia poderão assinar no futuro. Aliás conheço muitos Arquitectos que só sabem ASSINAR os projectos que lhe fazem.

  64. Paulo

    Boa noite, sou Eng. “técnico”, recebo no meu gabinete tanto estagiários “Eng. como Eng. técnico” e sou muito sincero dos 7 estágiários que passaram pelo gabinete vejo uma grande dificuldade dos eng. em saber lidar com produtividade quando se mete á frente um projecto para ser desenvolvido por um programa de cálculo “Cype ou Revit”, pois a formação não foi nesse sentido, ao contrário de alunos do Bolonha que estão de longe muito mais vocacionados nesse sentido!

    Defacto o nivel teórico é diferente mas em produção/qualidade de projecto as coisas estão mais inclinadas para os alunos de BOLONHA 3 anos, aliás neste momento na empresa só estou a aceitar estagiários de alunos de Bolonha 3 anos.

    Acho que obras de arte nem os alunos de 5 anos têm a capacidade para as desenvolver por isso neste sentido acho que não deve existir essa dita diferença de estatutos.

    A experiência é o mais importante, nós todos os dias estamos a estudar e a desenvolver as nossas capacidades.

  65. MP

    Por favor poupem-me,deixem-se de tretas…cursos de 3 anos ou 5 anos em Politecnicos de terceiro mundo tiro eu ao sabado a copiar que nem 1 doido,estudassem numa Universidade a serio e saberiam o que era um Curso de Engenharia Civil

  66. Gil

    deve haver mto bom engenheiro por este país que sai de uma faculdade reconhecida pela ordem e com certeza que não passava se tiver que fazer o exame para poder se inscrever… Ja é altura de acabar com este lobby, é vergonhoso um curso ser autorizado pelo ministerio e depois a ordem ão permite o acesso aos alunos, enfim so mesmo neste país onde vale tudo, principalmente quando ha interesses

  67. Mónica

    Bom dia!

    Tenho de dar os Parabéns ao governo por reconhecer as reais competências de engenheiros civis formados pelo processo de Bolonha em Institutos Politécnicos. Não percebo, o que tem a mais um engenheiro que estudou numa universidade, quando a maior parte dos docentes que leccionam nos Politécnicos concluíram a sua formação em universidades. Eu tirei o curso num Instituto Politécnico e tive professores a exercer funções no LNEC, professores que estudaram no IST, na FEUP e na Universidade de Coimbra. Eu estudei por apontamentos das instituições acima referidas. Em que é que eu sou menos engenheira civil? É ridículo fazer distinção relativamente às capacidades para exercer um tipo de função, apenas baseando-se na instituição onde se estudou. A meu ver, existem bons e maus engenheiros e isso revela-se no trabalho. O facto de um engenheiro pertencer à Ordem não lhe iliba de errar! Por isso, na minha opinião, a Ordem dos engenheiros deveria ser acessível a todos os licenciados em engenharia, sem excepção. A Ordem dos engenheiros deveria defender os interesses de todos os engenheiros, em vez de ser um motivo de superioridade e discriminação.

  68. Sofia

    Bom dia!

    Tenho de dar os Parabéns ao governo por reconhecer as reais competências de engenheiros civis formados pelo processo de Bolonha em Institutos Politécnicos. Não percebo, o que tem a mais um engenheiro que estudou numa universidade, quando a maior parte dos docentes que leccionam nos Politécnicos concluíram a sua formação em universidades. Eu tirei o curso num Instituto Politécnico e tive professores a exercer funções no LNEC, professores que estudaram no IST, na FEUP e na Universidade de Coimbra. Eu estudei por apontamentos das instituições acima referidas. Em que é que eu sou menos engenheira civil? É ridículo fazer distinção relativamente às capacidades para exercer um tipo de função, apenas baseando-se na instituição onde se estudou. A meu ver, existem bons e maus engenheiros e isso revela-se no trabalho. O facto de um engenheiro pertencer à Ordem não lhe iliba de errar! Por isso, na minha opinião, a Ordem dos engenheiros deveria ser acessível a todos os licenciados em engenharia, sem excepção. A Ordem dos engenheiros deveria defender os interesses de todos os engenheiros, em vez de ser um motivo de superioridade e discriminação.

  69. José Betão

    Ó minha amiga, que tamanha barbaridade que acaba de dizer.
    Claro que tem de haver distinção entre instituições de ensino.
    Claro que um politécnico não tem o mesmo grau de exigência de uma universidade de topo. Não tem as mesmas relações internacionais com universidades de topo. Não tem investigação com um grau ciêntifico de topo. Não tem laboratórios de topo, onde se pode assistir a ensaios realizados por professores de topo. Não trabalha nem faz estudos para empresas de top nacional. Portanto, cara amiga, eu percebo que a dor de coto seja grande e deixo a questão no ar: “porque optou por um politécnico?”
    Por ser mais perto de casa ou por ter sido, durante o seu percurso escolar, uma péssima aluna?
    Temos que por os pontos nos i’s. Eu sei que é isso que acontece, porque tenho familiares e amigos na mesma situação – politecnico.
    E para finalizar, a maior vergonha de todos deste país, nas três maiores instituições do país para finalizar o mestrado integrado, temos de escrever uma tese de mestrado com elevado grau de interesse ciêntifico e recorrendo a longas horas investigação e leitura de manuais de alta qualidade. Já nas restantes, como por exemplo o ISEL, fazem apenas um relatório de estágio, escrito Às 3 pancadas e entrengam-no e defendem-no como se fosse uma tese a sério. É uma vergonha…e pertencem estes incompetentes À ordem…que vergonha. jogos de interesse!

  70. Sofia

    Boa tarde!

    De facto, cada vez acho mais que os engenheiros formados em universidades padecem de complexos de inferioridade! Existe espaço para todos no mundo do trabalho e aí sim, os bons serão revelados! Se são assim tão importantes, de que é que têm medo?
    Sempre fui uma aluna exemplar e se calhar o Sr José Betão gostaria de tido a minha média :)
    A mim parece-me que a maior vergonha de todas é a falta de nível e é falar dos outros sem os conhecer! Pois o sol quando nasce é para todos! E a inveja é muito feia!!!

  71. Eng.M

    Sem entrar em assuntos não referentes a este topico, alguem tem noticias sobre os desenvolvimentos da parte da OE sobre esta escandalosa portaria? Obrigado.

  72. Eng.M

    E atenção, antes de tecnicos se virarem contra engenheiros e vice versa, lembrem-se que primeiro vem os arquitectos, que levaram, e muito bem a arquitectura, mas não sem antes levarem tudo do saco, neste momento não há curso em portugal de arquitectura com um cadeira de gestão. Inclusive falei com colegas Arquitectos e eles proprios se mostram receosos perante a questão da direcção pois eles não querem ter uma responsabilidade para a qual não estão preparados. Atenção. Depois claro haverá certas diferenças ainda por ver entre tecnicos e engenheiros. Mas é apenas acrescimo

  73. paulo bento

    Sofia,

    Isso das médias é uma questão relativa, porque os estabelicimentos de ensino têm diferentes tipos de avalições e com diferentes graus de exigência. Só por esta questão se vê a sua intelegência. Misturar alhos com bogalhos, não dá com nada minha cara.
    Depois ninguém está a falar mal de ninguém, nem existe nenhum complexo de inferioridade por parte dos estudantes das universidades em relação aos dos politécnicos! Existe sim, vontade de colocar os pontos nos i’s, vontade de transparência e rigor nos raciocinios. Coisa que os dos poli não têm…e por saberem que são inferiores querem ser comparados aos estudantes das universidades, a toda a força. Nem que para isso seja necessário ocultar, ofuscar e mentir sobre questões fundamentais de ambos os planos curriculures. Mas fico por aqui…não adianta gastar mais as teclas do meu pc a falar com engenheiros técnicos! Viva…os arquitectos.

  74. map

    Relativamente ao comentário que o colega “José Betão” escreveu a 21 de Novembro, tenho a dizer que devia procurar informar-se antes de comentar qualquer assunto que está fora do seu conhecimento para que numa próxima vez não faça tamanha demonstração de ignorância. Não sei qual é o nível de exigência na sua faculdade, nem sei o que é uma faculdade “de topo”, mas posso-lhe garantir que no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa o grau de dificuldade exigido é bastante elevado e é de facto uma escola de engenharia de Topo. Convido-o a assistir a uma aula de uma cadeira à sua escolha e a resolver um exame, também à sua escolha, para que na próxima vez comente com conhecimento de causa e não diga asneiras de forma tão gratuita como fez.
    Quanto ao trabalho final de conduz ao grau de “Mestre em Engenharia Civil”, no ISEL existem três modalidades:
    1- Projecto
    2- Dissertação
    3- Relatório de Estágio
    Reforço o conselho do anterior parágrafo: Informe-se antes de escrever asneiras!! E já agora, informo-o, com conhecimento de causa, que no ISEL a modalidade a que mais mestrandos aderem é a dissertação, e que existem bastantes colegas a desenvolver trabalhos com o relevo cientifico que referiu, inclusive em colaboração com o LNEC. Prolongo o convite a uma apresentação de uma dissertação no ISEL.
    O amigo “José Betão” pode achar que estuda ou estudou numa Universidade “de topo”, mas pelo tipo de banalidades que comete, pela falta de criticismo que apresenta dificilmente irá ser um “Engenheiro de Topo”. Não faça comentário de “Totó de Topo”, e que envergonham os restantes colegas.
    Esta “luta” luta entre escolas de engenharia é uma das razões pelas quais esta portaria existe. Isto não leva a nada senão à desunião dos profissionais de Engenharia, neste caso Civil, em benemérito de outras profissões relacionadas com a área, como aconteceu.
    É óbvio que os Arquitectos – com ou sem experiência – não estão preparados para acompanhar a execução de uma estrutura – seja de um edifício seja de uma ponte.
    É também óbvio que a formação de 3 anos em engenharia não é tão completa como a de 5 anos. Por esse motivo tem que existir uma distinção de funções, de capacidade técnica.
    É também óbvio que tudo isto é relativo, pois há engenheiros muito competentes com 3 anos de formação e engenheiros incompetentes com 5 anos de formação em universidades “de topo”, e vice-versa. Depende do interesse da própria pessoa na actividade que está a desenvolver, se apreendeu as matérias leccionadas no curso, se procura estar informado, etc etc etc etc. O factor humano é muito importante, arrisco até que mais que a formação. Esses julgamentos do tipo “onde tirou o curso?” são muito arriscados de fazer tamanha é a complexidade do ser humano e os factores a que está exposto durante o seu crescimento como pessoa e formação.
    Por outro lado, e à partida, quem procura estudar mais mostra que quer saber mais, que se quer especializar em algo e isso tem obrigatoriamente de ser valorizado. Seja Na UALG, seja no IST, seja na FEUP, seja no ISEL.
    Bem haja e tentemos ser mais críticos connosco, não sejamos preconceituosos, não aceitemos gratuitamente conceitos passados por semelhantes só por que vestimos a mesma camisola. Façamos o mesmo que a OE fez: Uma Análise Crítica!

  75. Prof. do ISEL

    Caros colegas, o que se refere na portaria é engenheiros tecnicos! Não é engenheiros que tiraram o curso em politecnicos, só demonstra a vossa ignorancia em relação a isso. Quantos são os casos que alunos tiram numa escola qualquer e passam no exame da ordem? São varios, todos os anos. Quando falam em politecnicos esquecem-se que existem universidades que não são acreditadas pela ordem, porque têm menos condições que politecnicos. E quando se fala em politecnicos é logo a partida errado, pois seja uma Universidade ou Politecnico, isso apenas significa que no presente momento está integrado nesse conjunto de faculdades. Nunca o grupo universitario ou politecnico, qualifica-se a faculdade ou instituto. Vejo que varios colegas referem o ISEL, fui aluno e ja fui professor de lá. Asseguro que é sem duvida das melhores faculdades e com melhores condições para a aprendizagem de Eng. Civil. Não é por estar integrado num politecnico ou numa universidade que isso muda, num dia pode estar numa universidade noutro num politecnico, a instituição é a mesma. Já o ISEL era o ISEL com 100% de empregabilidade, ainda nem metade do resto da lista que está no site da OE existiam. Tecnicos que querem tanto poder como engenheiros basta fazerem exame a ordem e passar, se não passam, apenas estão a provar o nosso ponto. Mais grave será, e de salientar a questão da fiscalização e direcção de obra, conheco colegas arquitectos, conheço o curso das faculdades portuguesas e afirmo com toda a certeza que não existe competência para um arquitecto com o curso tirado cá ser director de obra. É inclusive uma traição da parte da OA depois da OE se empenhar tanto com a lei 31 ir para a frente tentarem levar o que os engenheiros estudam para ser. Um bem haja para todos

  76. Paulo RL

    Boa noite,

    Se os politécnicos não são capazes de formar Engenheiros Civis com qualidades, então porque ainda deixam estes iniciarem mais um ano lectivo?!

    Ou então os politécnicos não têm boa capacidade de ensino devido aos professores serem na maioria antigos alunos de universidades de topo!?

    cumprimentos

  77. map

    Subscrevo o que “Prof. do ISEL” escreveu. Esta discussão que surgiu no meio deste assunto faz lembrar aquelas regatas em que as tripulações que estão em 1ro e 2do lugar, com considerável vantagem relativamente à equipa que se encontra em 3ro, se embrenham tão estupidamente na disputa do primeiro lugar que nem reparam na “3ra” equipa está prestes a cortar a linha de chegada… e acabam em décimo e décimo primeiro lugar! Enfim…
    Sinceramente não sei quem são o inicial primeiro e segundo lugar mas sei que o terceiro lugar, relativamente ao que se está a discutir, poderiam ser os colegas arquitectos.
    Aplica-se muito bem aqui o dito: “Cada macaco no seu galho!”

  78. Joao

    Boa Noite!

    Li todos os comentários com atenção e deixo uma questão no ar:

    Estava eu a estudar com 2 amigos pré-dimensionamento de vigas, pilares e lajes quando entra uma amiga minha. E numa pergunta em tom de gozo (básica portanto) propus que me ensinasse a pré-dimensionar um pilar. curiosamente a rapariga ficou vermelha e não sabia o que dizer.

    E agora o mais assustador: Eu estudo no ISEP ( uma porcaria segundo alguns comentadores deste site) e ela era finalista da FEUP ( um ensino de qualidade )

    E já agora gostava de saber o porque de um aluno do IPL ( leiria ) se ter transferido para a FEUP depois dos 3 anos, e mesmo assim ter conseguido ser o melhor aluno.

    E para acabar, não percebo porquê mas tenho professores que fizeram obras de renome mundial, e alguns que até ja foram directores do curso na FEUP.

    E fico contente em saber que 2 colegas que acabaram o curso á 2 anos no ISEP ganham 3x mais que um “ENG. CIVIL á séria”

    Abraço, há lugar para todos, menos para os que teem o rei na barriga

  79. Soraia

    Bom dia!

    Após ler vários comentários sobre a opinião que certas pessoas têm sobre engenheiros técnicos fiquei chocada!

    Sou engenheira técnica civil, tirei a minha licenciatura de bolonha de 3 anos na Universidade do Algarve (UALG) e agora estou a tirar o mestrado em eng. civil na universidade de Évora!

    Relativamente à opinião sobre a diferença entre cursos de 5 anos e cursos de 3 anos, e qualidade de ensino, é claro que existem diferenças….. Agora serão elas assim tão grandes?!

    Antes de mais, 95% do corpo docente de engenharia civil da UALG é do IST! Até as tabelas de BA I e BA II que usamos são as mesmas, pk o nosso prof. foi um dos que participou na elaboração das mesmas aquando da sua estada no IST!

    Já o corpo docente de Évora tem também nomes de grande prestígio como o eng. A. Souta Coutinho! Mas não são cursos acreditados pela OE, logo pelo que aqui li somos kase considerados como ralé!

    Posso dizer que em 3 anos damos todas as disciplinas fundamentais, que outros cursos com mestrado integrado dão! Temos 3 análises matemáticas, 4 disciplinas de geotecnia, betão armado 1 e 2, analise de estruturas 1 e 2, resistência dos materiais 1 e 2 (entre outras)! E estas realmente são as disciplinas base de todo o engenheiro. Mas, como alguns dirão, são dadas superficialmente?! Será…..

    Ah uma coisa k é inegável, os alunos do IST, FEUP e afins, são muito bons …… Teoricamente! Já na prática as diferenças esbatem-se! Lembro-me que estudava Betão armado e olhava para os apontamentos e exercícios do IST e não conseguia encontrar diferenças de dificuldade. (às vezes pelo contrário).

    A questão de que as grandes empresas não têm engenheiros técnicos… isso é triste, pois mostra que algumas pessoas parecem que não querem ver a realidade do mercado de trabalho que se encontram à frente de todos. Tds os dias aqui no algarve se vem grande empreendimentos encabeçados por eng. técnicos.
    Aqui são muitas as histórias de engenheiros do IST e FEUP que chegam a obra e são simplesmente convidados a sair, pois não se conseguem adaptar!

    Ah 2 anos, no encontro nacional de estudantes de engenharia civil, ouvi o seguinte discurso do eng. Fernando Santo da OE – “Hoje em dia o mercado de trabalho não quer pessoas com formação a mais. As empresas preferem pessoas com menos formação, para depois apostarem eles mesmos nas formação que lhe interessa que as pessoas desenvolvam!”
    Quando ouvi isto, pensei que finalmente tinha havido uma mudança positiva na mentalidade desde país, mas pelos visto enganei-me!

    Devo dizer que a razão que me leva a estar a tirar um mestrado é porque acho importante fundamentar a minha formação, pois como trabalho num gabinete de projecto, quero evoluir, quero aprender mais aliando a experiência à formação.
    Isto porque também acho que 3 anos não são suficientes, isto para projecto com maior responsabilidade! Já para Obra 3 anos são mais do que suficiente!

    A questão é que após tirar o meu mestrado (5 anos de estudo + experiência profissional)….. vou continuar a ser engenheira técnica! E isso faz de mim menos capaz?!

    Devo dizer que no meu local de trabalho, trabalho com eng. civis e eng. técnicos e nunca vi, ou senti qualquer discriminação! O mais importante é a capacidade e qualidade do trabalho que cada um desenvolve, o importante é o empenho e a experiência e não onde e quanto tempo é k cada um estudou!

    Cumprimentos a todos

  80. engenharia civil

    Muito se fala, mas a verdade é que a portaria está em vigor e nós engenheiros temos de nos sujeitar a ela.

  81. eng projectista

    Tou a ver que ao contrario de outras ordens a dos engenheiros até parece que nem é a que tem mais membros a nivel nacional pois parece k nem voz tem. Nada foi feito, é ridiculo. A portaria defende o facilitismo e a procura do mais barato possivel. Uma empresa que esteja a procurar alguem para fazer os projectos em cima referidos, nunca vai gastar mais num salario normal dum engenheiro se tem a possibilidade de contratar um tecnico por metade do preço visto que agora podem fazer o mesmo. Pior para o recem engenheiros que ninguem os contrata pois têm tecncos com mais 13 anos de experiencia. O ideal de que o mercado procura a melhor qualidade está longe de ser verdadeiro. Se puderem poupar 500 ou 1000 euros de diferença num salario concerteza que será feito. O que leva os engenheiros com os seus 5 anos a terem de baixar os seus standarts de remuneração para o mesmo dos tecnicos, e será um descer completo. Vergonhoso. Espero que esteja errado. Não quero ver o nosso futuro como engenheiros e dos recem mestrados, que ao contrario dos tecnicos esforçaram-se numa faculdade exigente. Bem haja

  82. Eng

    Que faculdade exigente? Por amor de deus! As faculdades a que te referes são a brincar n? Não sejam invejosos e não digam que os técnicos não sabem porque pelo que vejo são muito eng de faculdades de “topo” como dizem e valha-me deus as vezes… Haja respeito ao menos

  83. Eng. das Obras feitas

    1º que raio de código deontologico é que vocês seguem?

    2º cada pessoa devia de receber pela sua capacidade laboral. (há pessoas sem cursos que sabem mais de olhos fechados que muitos de olhos abertos).

    3º não há universidades boas nem más, mas sim, universidades com bons professores e alunos que se interessam ou não pelo curso e pela componente auto-didáctica, a qual eu proprio direi, faz toda a diferença.

    Cumprimentos.

  84. ENG.CIVIL

    Estou para ver quando é que a nossa ordem consegue “impor” o que acha melhor para os eng. inscritos nela. Vemos a Ord. Arquitectos, Ord.Médicos, Ord. Advogados a serem firmes e a nossa parece que não faz nada. Uma vergonha para quem estuda 5 anos numa UNIVERSIDADE ver o seu curso tratado tão mal.

    Cumprimentos

  85. Paulo Santos

    Mais um motivo para se emigrar.

  86. Jonathan Barbosa

    Só queria saber quem é que disse a algumas pessoas que comentaram por aqui com ar de superioridade que são mais que os outros porque estudaram 5anos de uma vez em relação aos que como um disse os gatos pingados que tiram o curso a correr d 3 anos????
    Só por informação antes de alguns escreverem algo sem pensarem duas vezes sobre o que dizem….NEM TODOS SÃO FILHOS A PAIS RICOS!!!!
    Nem todos têm possibilidade de tirar licenciatura e mestrado como “essas pessoas” que se acham superiores aos outros…por isso têm um pouco de consideração para alguns futuros colegas que não têm a vida facilitada como alguns.
    E mais uma coisa,esses tais engenheiros técnicos só são técnicos enquanto não tirarem mestrado e entrarem para a ordem.Tudo bem que criticam os que querem pouco e se limitam a tirar só os três anos mas não criticam os outros que tentam conseguir mais e mete-los no mesmo saco.
    Em relação ao problema acho fora do normal darem tantos direitos aos arquitectos e tirarem aos engenheiros civis quando alguns ou muitos arquitectos só se preocupem em fazer tudo bonitinho sem pensarem se se pode ou não realizar…lol…só espero que não tornem a Engenharia civil numa profissão de passeio recreativo

  87. QuaseEng

    Um engenheiro assinar um projecto de arquitectura cria aberrações estéticas e espaciais, um arquitecto assinar um projecto de engenharia cria mortes!

  88. Rui Rosa

    Bom dia!

    Sou recém-licenciado na FEUP- estruturas mas estudei durante os dois primeiros anos no ISEP e devo dizer que existem algumas diferenças consideráveis entre estas duas instituições. Analisando estas duas instituições conclui que o grau de exigência é diferente e o modo de transmitir a matéria também o é (apesar de terem professores formados na FEUP).
    Falou-se aqui em competências adquiridas na experiencia profissional apesar dos seus cursos não o terem dado, acredito que essas pessoas podem ser mais capazes que alguns engenheiros civis, mas até que ponto a legislação pode ter em conta estas situações????
    Um enfermeiro tem conhecimentos para dizer que um doente está com gripe e que deve tomar determinado medicamento, mas isso não lhe dá a capacidade de passar receitas médicas, nem sequer doenças com pouca gravidade!
    Perante isto e pelo que o ensino superior realiza estou em condições de dizer que de um modo geral os arquitectos tem mais capacidade para realizar projectos de arquitectura, os engenheiros civis para projectar e os engenheiros técnicos para coordenar e fiscalizar.
    Do meu ponto de vista a legislação devia ir neste sentido, e por muito que custe a certas pessoas não se pode legislar de acordo com a experiencia profissional de cada pessoa, mas sim de acordo com o que as instituições superiores leccionam. Quando se tenta levar ao pormenor estas situações surgem sempre conflitos que não devem ser explorados e que levam a alguns comentários deploráveis, que não são dignos do título que possuem.
    Deste modo, estou naturalmente contra esta confusão em tentar separar competências de acordo com a dimensão das obras ou de acordo com os conhecimentos práticos. Este tipo de ideias só pode surgir de pessoas ignorantes ou que tentam ser beneficiadas.
    É muito triste ver alguns comentários em relação aos engenheiros técnicos em que dizem que conseguiam tirar o curso ao sábado, sejam honestos e deixem-se dessas arrogâncias! A formação destes é mais prática e tem um papel tão importante como outra qualquer.
    Existem aqui também algumas comparações a Espanha, que não fazem sentido nenhum! Neste país os arquitectos tem uma componente de engenharia muito superior aos arquitectos Portugueses. Isto é, os engenheiros civis têm competências nas áreas de vias de comunicação, hidráulica e obras de arte. Deixando os edifícios exclusivamente para os arquitectos. Não se pode comparar o que não é comparável!
    Sem mais,
    Rui Rosa

  89. Andreia Alves

    Eu acho que um curso de três anos dá para aprender muito pouco de engenharia civil.

  90. Diogo

    o Rui Rosa disse e bem: “de um modo geral os arquitectos tem mais capacidade para realizar projectos de arquitectura, os engenheiros civis para projectar e os engenheiros técnicos para coordenar e fiscalizar”

    Sou Eng.º Técnico, e sinceramente acredito pela convivência profissional que tenho tido com diferentes colegas, que apesar da formação ser idêntica, os cursos com 5 anos têm uma maior componente teórica, e os cursos nos politécnicos com 3 anos uma maior componente de construção prática. Daí eu achar que os eng.os são melhores em projecto, e os eng.os técnicos serem melhores directores e fiscais de obra.
    Tenho também já visto arquitectos a dirigir obras pequenas de reabilitação de edifícios, e achei que para essas davam bons directores de obra. Penso que é errado Arquitectos serem directores de obra de obras onde envolva estruturas, sejam elas de betão ou outro género, visto a formação deles em termos de estrutura é mesmo muito fraca.

  91. RenatoAP

    Sou Eng.º Técnico Civil, membro da ANET, e vou tirar o Mestrado, apenas para ter reconhecimento profissional! Acham isto certo?
    Não deveria ir tirar mestrado para aprofundar conhecimentos?
    Pois não é disto que se discute aqui, todos querem ter reconhecimento pelo curso que tiraram, onde tiraram, pelo grau adquirido! Tirem prazer do V/ trabalho, se é que o têm.
    Façam coisas diferentes, estimulem a V/ criatividade, sejam melhores, pois só assim terão o devido reconhecimento.

    Bons Trabalhos

  92. Helder Lopes

    Sou bacharel em engenharia civil e licenciado em engenharia civil, estudei portanto durante 5 anos. Em Portugal as unicas entidades que atribuem graus academicos, são:

    - Universidades
    - Institutos

    O problema de Portugal e que existem 3 corporações (OA, OE e ANET ou OET) que conseguem dividir todos os profissionais da construçao civil, devido a interesses corporativistas, e nunca defendendo o Pais.
    Na minha opiniao deveria existir uma so instituição que organiza-se a construçao civil em Portugal, para que de uma vez so, termina-se os mitos de que as Universidades são os melhores locais de ensino, e que os Institutos são a ralé, que os cursos de 3 anos são piores que os de 5 anos.
    Os comentarios todos em cima se baseiam nestes temas, mas esquecem-se que o tratado de bolonha, foi uma imposiçao da europa no seu conjunto, devido a quase todos os paises europeus terem cursos de 3 anos, e tambem se esquecem que as melhores escolas de engenharia do mundo são institutos. Eu pergunto, quantos premios Nobel tiveram as nossas Universidades de Engenharia, talvez tiveram tantas quanto as dos Institutos… Um pais nunca sera forte e rico com tantos conflitos internos como é Portugal! Reflitam um pouco…

  93. ana alves

    AÍ ESTÃO OS PEDANTES!!
    CONHEÇO MUITOS ENGENHEIROS TÉCNICOS A TRABALHAR NO SEU RAMO, SENDO ÓPTIMOS PROFISSIONAIS E OS DOUTORES ENGENHEIROS A DAR AULAS….GANHEM JUÍZO A FACULDADE NÃO FAZ TUDO. TRABALHEM POIS A PRÁTICA É QUASE TUDO…..DEIXEM DE SER PEDANTES…..

  94. A VERDADE

    A verdade é que para todos aqueles que se julgam superiores, por simplesmente terem um curso de 5 anos deixo esta para reflectirem:

    1- Há Engenheiros Tecnicos Civis que tiveram tantas cadeiras em 3 anos como alguns Engenheiros Civis tiveram em 5 anos.(depende apenas da Universidade)
    2- Há Engenheiros Civis na sua Ordem que tiraram os seus cursos em Universidades privadas onde o metodo de ensino resumia-se ao pagamento de propinas.(conheço alguns)
    3- Alguem conhece Universidades Privadas que tenham dado Bacharelatos pré Bolonha???????

    É por estas e por outras que Portugal esta como está !!!!

  95. Vitória da Ordem dos Engenheiros no Caso dos Licenciados Pós-Bolonha | EngenhariaCivil.com

    [...] e a Construção de Novas Estradas - Resultados Eleições Ordem dos Engenheiros - Análise Crítica da Ordem dos Engenheiros, à Polémica Portaria n.º 1379/2009 - Ordem dos Engenheiros Divulga Plataformas Informáticas Para Gestão da Construção [...]

  96. RMoniz

    Um estudante de Mestrado Integrado em Engenharia Civil(não é 3+2 mas sim 5+0 ), como é o meu caso, é considerado Engenheiro Tecnico ao fim dos primeiros 3 anos do curso ?

    A faculdade que frequento (FCT-Univ Nova) atribui-me um diploma de “Licenciado em Ciências da Engenharia Civil” ao fim de 3 anos completos . Esse grau corresponde a Engenheiro Tecnico ??

  97. Pedro

    SIM: Existem bons e maus profissionais em engenharia como em qualquer outro profissão independentemente de terem estudado 3 ou 5 anos!

    SIM:Existem as diferentes corporações das ordens portuguesas que nada fazem para defender e proteger a classes profissionais acima mencionadas!

    SIM: a revisão de projecto é um “filtro” necessário, porque existem projectos com bastantes lacunas e erros!

    Reflexão: será que, se o mercado profissional nacional não estivesse tão saturado (e cada vez mais…) de engenheiros(as) e arquitectos(as) estaríamos a ter esta discussão? Obviamente não…acreditem que independentemente de terem estudado 3 ou 5 anos o mercado de trabalho não tem capacidade de absorver tantos profissionais. De futuro vamos ter engs e arqs a trabalhar noutras áreas de formação totalmente diferentes, é inevitável. A solução será imigrar. Estamos perante uma situação idêntica aos milhares de professores que estão desempregados ou desempenham tarefas totalmente diferentes das quais se formaram.

    Felicidades e boa sorte a todos!

  98. Pedro Pereira

    O meu avô fez o curso de engenharia civil quando esse curso tinha 7 (sete) anos de duração e ele manda dizer que um curso de 5 anos é apenas 70% do curso dele e que por isso os ENGENHEIROS CIVIS com cursos de 5 anos, ainda lhes faltam 30% para terem um curso a sério.

    Resumindo esta conversa da treta não faz qualquer sentido pois de outro modo as empresas só queriam contratar pessoas com uma longa formação em engenharia, tipo Doutoramento. Qual é a empresa de construção que quer contratar Doutorados ? Não conheço nenhuma.

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