Cálculo Estruturas Metálicas pelo Eurocódigo 3
3 Novembro, 2010.Um dos principais cuidados que um projectista de estruturas de aço deve ter é o de estar permanentemente actualizado, de forma a poder tirar o máximo partido das novas filosofias ou técnicas de cálculo estrutural metálico. O Eurocódigo 3 (EC3) é uma das adaptações exigidas aos engenheiros civis no dimensionamento de estruturas metálicas.
A utilização do aço como material de construção é muito diversificada, pois ele apresentase sob variadas formas: perfis, chapas espessas, chapas delgadas nervuradas ou não, cabos, diferentes tipos de barras, incluindo as barras utilizadas no betão armado, etc. De todos os materiais actualmente utilizados na construção, o aço é aquele que apresenta maior resistência para uma dada secção, independentemente dos esforços aplicados.
Quando as alterações dos critérios de cálculo são de tal forma importantes que levam à reformulação das regulamentações nacionais, ai nenhum técnico se pode excluir à necessidade de se actualizar adequadamente.
No Eurocódigo 3, os estados limites de utilização, que se devem verificar no caso de estruturas de aço, são os seguintes:
a) deformações ou deslocamentos que afectem o aspecto ou a conveniente utilização da estrutura (incluindo O funcionamento de máquinas e serviços);
b) vibrações ou oscilações que provoquem desconforto aos utilizadores do edifício ou estragos no que lá estiver armazenado;
c) deformações, deslocamentos, vibrações ou oscilações que causem estragos nos acabamentos ou em elementos não estruturais.
Para evitar que os limites aceitáveis sejam ultrapassados, é necessário limitar os valores das deformações, dos deslocamentos, das vibrações e das oscilações da estrutura.
Quando não sejam impostos outros limites, devem-se adoptar os valores preconizados pelo Eurocódigo 3.
Sempre que se adopte uma análise global plástica, para o estudo do estado limite último, devese verificar sempre se ocorrem redistribuições plásticas para os estados limites de utilização. Quando ocorram, devem ser contabilizadas para o cálculo das deformações.
As estruturas de aço devem ser concebidas de forma a que os limites de deformação sejam apropriados para a utilização prevista, e que respeitem as características dos materiais a suportar.
Para o cálculo estático de uma estrutura, pode-se utilizar o método de análise global plástica ou o método de análise global elástica. O método elástico pode ser utilizado para todos os casos, enquanto que o método plástico necessita que as secções transversais respeitem algumas exigências regulamentares do EC3.
A classificação das secções transversais está relacionada com as exigências que o cálculo plástico impõe às secções. Para uma análise plástica global, é necessário que as barras permitam a formação de rótulas plásticas, com capacidade de se deformarem o necessário para que haja a redistribuição de esforços exigida por este tipo de cálculo. Para uma análise elástica, esta exigência já não se impõe e qualquer tipo de secção pode ser considerada, desde que possua uma capacidade resistente suficiente tendo em conta as possíveis instabilidades.
Autor: Rui António Rodrigues Ramos
Excerto Adaptado
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3 Novembro, 2010
Gostei bastante do artigo e gostaria que me aconselhassem outra bibliografia acerca de dimensionamento e a verificação da segurança de estruturas metálicas pelo EC3. Estou especialmente interessada nas áreas das ligações, chapas (estruturas laminares) e segurança ao fogo em estruturas de alumínio.
3 Novembro, 2010
A última versão do eurocódigo 3 lida de uma forma muito peculiar e pouco prática com a combinação de esforços tangenciais, normais e à torção. O dimensionamento de estruturas metálicas fica um pouco confuso.
3 Novembro, 2010
Alguém conhece bons cursos de projecto de estruturas metálicas pelo eurocódigo 3? Frequentei um na fundec mas foi muito teórico e não deu para aprender nada de prático.
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18 Novembro, 2010
O artigo está definitivamente interessante, no entanto para o dimensionamento de estruturas metálicas segundo o EC3 eu recomendo vivamente o livro do professor Rui Simões, ”Manual de dimensionamento de estruturas metálicas”, é um manual de leitura fácil sem com isso perder qualidade técnica. o autor é professor no DEC na universidade de Coimbra e é um dos mais conceituados projectista de estruturas metálicas, além disso este livro já foi recomendado pela revista ”Engenharia e vida”. cumprimentos
30 Dezembro, 2010
Concordo plenamente com o post do David. É um livro de muito fácil leitura e vocacionado para quem quer “entrar” no domínio do EC3.
Jorge aconselho-te a veres os cursos e Pós-Graduação/Mestrado ministrado pelo DEC na FCTUC.
Não deixando de “puxar o braço à minha sardinha” apenas uma correcção à última frase do 1º parágrafo do texto do Rui António Rodrigues Ramos:
“O Eurocódigo 3 (EC3) é uma das adaptações exigidas aos engenheiros no dimensionamento de estruturas metálicas.”. Pois, como sabem os engenheiros mecânicos também podem projectar estruturas metálicas…
30 Setembro, 2011
sao notas muito importantes que ultimamente tem nos trazido no mundo da construcao, espero anciosamente para mais contribuicoes! obrigado e muita força
8 Junho, 2012
[...] Cálculo Estruturas Metálicas pelo Eurocódigo 3 [...]
3 Abril, 2013
Estou convicto de que muitos estudantes apreendem bons dados deste artigo! Gostei.