Comportamento Experimental de Arcos de Alvenaria Reforçados com FRP
23 Fevereiro, 2009.
Como parte da herança cultural difundida por toda a Europa, as construções de alvenaria históricas têm vindo a ser alvo de uma atenção especial. Em particular, os arcos e abóbadas de alvenaria estão frequentemente sujeitos a aumentos das cargas actuantes, movimentos nos apoios ou efeitos do tempo, que podem originar dano estrutural importante.
Deste modo, qualquer intervenção de reparação/reforço eficiente deverá ser capaz de restabelecer o desempenho deste tipo de estruturas, prevenir o seu colapso frágil ou mesmo aumentar a sua capacidade de carga. Sendo a maioria das construções de alvenaria históricas de importância arquitectónica, cultural e histórica consideráveis, o seu estudo e preservação constituem temas importantes e actuais de investigação científica.

De entre os materiais utilizados para a reparação/reforço de estruturas de engenharia civil, tem-se registado um interesse crescente pelo uso de materiais compósitos de FRP (polímeros reforçados com fibras), aplicados superficialmente sobre as estruturas a reforçar. O FRP apresenta várias vantagens, como baixo peso específico, imunidade à corrosão, elevada resistência à tracção, adaptabilidade a superfícies curvas e facilidade de aplicação, que tornam a aplicação deste material altamente atraente e economicamente viável para ser usado em trabalhos de reparação/reforço. Contudo, o FRP é um material frágil e seu comportamento precisa de ser melhor conhecido, particularmente os aspectos relacionados com a sua durabilidade.
Na sequência dos primeiros trabalhos científicos relativos ao uso de FRP em estruturas de alvenaria, têm sido desenvolvidos numerosos trabalhos experimentais os quais têm mostrado que esta técnica é efectivamente válida como uma opção para reparar/reforçar estruturas de alvenaria, em particular estruturas em arco, consultar para detalhes adicionais. Por outro lado, os resultados experimentais disponíveis mostram que o reforço de arcos de alvenaria com fibras de vidro (GFRP), as quais apresentam propriedades mecânicas inferiores às fibras de carbono, permitem um melhor controlo dos mecanismos de colapso e a obtenção de um comportamento global mais dúctil.
Daniel V. Oliveira, Paulo B. Lourenço, Ismael Basilio
