Contribuição do Planeamento Urbano para a Optimização de Recursos Energéticos e Desenvolvimento Sustentável
28 Novembro, 2010.A integração das considerações energéticas no planeamento urbano ainda não é uma realidade em muitos casos e sem a consideração dessa componente do planeamento, nunca se conseguirá um desenvolvimento urbano sustentável. O planeamento e a gestão urbana devem promover o aumento do emprego, combater a exclusão social e promover a vida cultural, manter as estradas e os cursos de água limpos e reduzir as emissões poluentes, e melhorar a competitividade empresarial maximizando a eficiência dos transportes e de outras infra-estruturas.
A elaboração de uma ferramenta genérica para a realização de um planeamento energético urbano é uma tarefa complexa, dadas as especificidades de cada cidade, existindo no entanto, várias aproximações de sucesso confirmado, entre as quais se encontram linhas comuns de aproximação e desenvolvimento, com o grau de flexibilidade necessário para a responder às diferentes especificidades de cada cidade.
A existência de uma política de transportes e uma das componentes imprescindíveis de um planeamento energético urbano.
Algumas cidades usam já modelos de sistemas de transportes para prever os efeitos de novas estradas, novas linhas férreas, sistemas de metropolitano, ou mudanças na taxação das estradas e dos parques de estacionamento. Estes modelos permitem aos decisores tomar decisões com base no impacto nos volumes de trafego e no número de km por passageiro, quer em carro, quer em transporte publico.
Os profundos impactos sociais, económicos e ambientais do transporte urbano tornam-no numa das mais problemáticas áreas da política energética. O grande problema da actualidade é que a maioria das cidades não contabiliza os custos das externalidades na definição das suas políticas de transporte (de uma forma genérica, em toda a sua política energética).
Um factor chave de uma correcta política de transportes ê o planeamento territorial da Cidade. Qualquer decisão relativa ao planeamento espacial da cidade acarreta consigo consequências directas sobre o futuro consumo de energia. O planeamento territorial urbano, que nos últimos tempos tem revelado uma tendência para a implantação de estruturas nas zonas suburbanas das cidades, estruturas estas que levam à deslocação de muitas pessoas (centros comerciais, hipermercados, zonas industriais, etc) e que muitas vezes não são acompanhadas das devidas medidas de fornecimento de sistemas de transportes públicos eficazes, levando à preferência do meio de transporte individual sobre estes últimos.
Por esta razão, muitas cidades estão a tentar devolver a concentração de actividades aos seus centros (usualmente já bem servidos por uma rede de transportes públicos), evitando assim a expansão da cidade com o consequente aumento dos consumos energéticos.
A gestão da mobilidade visa o uso mais eficiente dos meios de transporte existentes e a minimização do número de viagens dos veículos para locais geradores de tráfego, através da utilização ferramentas organizacionais, de informação e de sensibilização.
A existência de interfaces multimodais (ou seja, que permitam a mudança de modo de transporte) eficazes deve ser uma das componentes estruturais de um sistema de transportes públicos eficientes.
A consideração desta matéria no planeamento de um sistema de transportes eficiente deve-se centrar nas questões da localização, projecto e design, implementação, financiamento e gestão das interfaces dos passageiros com o sistema de transportes públicos.
Autor: Luís Filipe Caeiro Castanheira
Excerto Adaptado
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28 Novembro, 2010
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29 Novembro, 2010
O planejamento energético urbano pode ser o caminho para cidades serem melhor estruturadas urbanisticamente, com qualidade ambiental e melhores níveis de eficiência energética, conforme pude comprovar em minha tese de doutorado.
Nesse trabalho desenvolvi uma metodologia voltada à essa aplicação, que está disponível para apoio ao planejamento energético de áreas urbanas, focada na integração de estratégias em morfologia e mobilidade urbanas, edificações, energia e meio ambiente.
Recomendo a leitura de uma matéria da Agência USP sobre a abordagem e o trabalho, disponível em: http://www.usp.br/agen/?p=39352
Abraços,
Karin Marins
4 Março, 2011
[...] Planeamento Urbano enquanto ordenamento físico do território é uma actividade imensa e de grande abrangência. A [...]