Efeitos Dinâmicos de Cargas de Tráfego em Pontes Rodoviárias
3 Agosto, 2010.A acção dinâmica provocada pelo tráfego rodoviário depende, além das características dinâmicas da própria ponte, de um conjunto numeroso de factores ligados aos veículos e ao pavimento. Por forma a simplificar as análises, as acções dinâmicas são substituídas habitualmente por acções estáticas equivalentes.
Estas últimas são constituídas por um modelo de cargas cujo valor representativo é majorado por um factor de amplificação dinâmica, por forma a ter em conta os efeitos dinâmicos. Esta forma de considerar a acção dinâmica é proposta na maior parte das normas de dimensionamento de pontes.

Na fase de projecto de uma nova ponte, os factores de amplificação dinâmica, utilizados em conjunto com os modelos de cargas de tráfego, deverão cobrir os efeitos dinâmicos na estrutura (deformações, esforços ou deslocamentos). Nesta fase, não é possível, no entanto, conhecer com suficiente precisão as características futuras do tráfego sobre a ponte. O desconhecimento dos elementos específicos do tráfego, bem como do comportamento estrutural da própria ponte, implica que os modelos de cargas, e os respectivos factores de amplificação dinâmica, sejam conservativos por forma a garantir a cobertura das mais variadas situações. Estes modelos e os respectivos factores dinâmicos estão, em princípio, disponíveis na maior parte das normas de dimensionamento de pontes em vigor.

A fase de avaliação de uma ponte existente coloca o engenheiro numa posição mais vantajosa já que pode ter à sua disposição todas as informações relativas à ponte e às suas condições reais de exploração. As características estáticas e dinâmicas da ponte e do tráfego são conhecidas ou, pelo menos, poderão ser medidas. Algumas das incertezas existentes na fase de projecto são desta forma atenuadas.

Nesta fase, a escolha de um factor de amplificação dinâmica apropriado para cada ponte pode permitir reduzir as acções de modo apreciável, podendo evitar-se em muitas situações operações de reforço complexas, as quais podem levar a interrupções de tráfego e, ao mesmo tempo, facilitar uma ordenação em termos de intervenções nas pontes, resultando igualmente uma optimização na utilização dos recursos económicos disponíveis.
Autores: Rui Artur Bártolo Calçada
Excerto Adaptado


3 Agosto, 2010
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3 Agosto, 2010
Excelente Artigo
3 Agosto, 2010
Muito interessante e útil para engenheiros estruturais