Sistemas de Combate a Incêndio em Edifícios
13 Agosto, 2010.Com a construção dos modernos edifícios tem-se vindo a verificar um aumento significativo da instalação de Sistemas de Combate a Incêndio, onde os equipamentos instalados reduzem o risco ou inviabilizam a propagação de focos de incêndio que possam ocorrer.
Apesar de alguns destes equipamentos não serem considerados essenciais por si só, isoladamente, pondo em causa todo o sistema onde se inserem (caso de uma boca de incêndio ou um extintor), existem outros cuja inoperacionalidade põe em causa todos os equipamentos instalados a jusante e pertencentes ao mesmo sistema, como por exemplo uma Central Supressora de Incêndios ou Central de Bombagem de Água contra Incêndios.
Devido à altura destas novas construções, a sua dimensão em termos de área ou devido a imposições legais, é necessário instalar uma Central de Bombagem que pressurize a água para o sistema de uma Rede de Incêndio Armada (RIA) ou uma Rede Automática do Serviço de Incêndio (RASI), garantindo assim condições de caudal e pressão em caso de necessidade. A inexistência de uma norma portuguesa específica que imponha parâmetros de fabrico, instalação, periodicidades de inspecção e ensaio e requisitos básicos de manutenção, faz com que muitas das vezes estes equipamentos sejam fabricados de acordo com normas estrangeiras, nomeadamente a norma espanhola CEPREVEN, ou a americana NFPA, deixando todo o restante processo num vazio de responsabilidade.
Apesar de toda esta falta de atribuição de competências, as Centrais de Bombagem são normalmente alvo de um projecto e instalação correctos, graças ao “know-how” dos principais fabricantes que aconselham os projectistas e instaladores respectivamente a calcular e instalar estes equipamentos convenientemente, mas que, infelizmente, após a entrega aos proprietários/responsáveis dos edifícios são deixados ao esquecimento, não funcionando por vezes quando realmente é necessário, deixando de lado questões fundamentais como a segurança de pessoas e bens, pois ao longo da sua vida não sofrem acções de manutenção.
A filosofia de funcionamento deste tipo de equipamentos contraria a maior parte dos equipamentos similares. Normalmente as Centrais de Bombagem (de processo) encontram-se em regime de funcionamento contínuo ou a funcionar em períodos idênticos aos da laboração normal da empresa, sendo conhecidos os dados de fiabilidade dos seus componentes (MTBF, MTTR, etc…), podendo assim estabelecer-se uma politica de manutenção adequada. Neste caso, o equipamento está a maior parte do tempo parado, entendendo-se como “parado” um estado de prontidão para entrar em funcionamento caso se desencadeie uma sequência de acontecimentos tal como preconizado em projecto, não sendo expectáveis as datas de ocorrência das avarias e desconhecendo-se as leis de degradação dos componentes que fazem parte do sistema. Aliás, existem certos componentes, como empanques e vedantes, que se deterioram com mais facilidade quando o equipamento está parado, do que em funcionamento normal.
Autor: José Augusto da Silva Sobral
Excerto Adaptado




15 Agosto, 2010
[...] This post was mentioned on Twitter by Engenharia on-line, EngenhariaCivil.com. EngenhariaCivil.com said: Sistemas de Combate a Incêndio em Edifícios: Com a construção dos modernos edifícios tem-se vindo a verificar um a… http://bit.ly/ane3L2 [...]
19 Agosto, 2010
Digitalizador 3D instantâneo para o interior dos edifícios…
Achei este post interessante, por tanto, adicionei um Trackback no meu blog:)…
8 Janeiro, 2011
Excelente artigo e excelente trabalho. É interessante ver estas questões abordadas de uma forma tão científica. Há mais trabalhos deste autor?