


{"id":1683,"date":"2018-05-23T14:14:27","date_gmt":"2018-05-23T14:14:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/?p=1683"},"modified":"2018-05-23T14:14:27","modified_gmt":"2018-05-23T14:14:27","slug":"grupo-casais-preocupado-com-escassez-de-recursos-humanos-qualificados-no-setor-da-construcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/grupo-casais-preocupado-com-escassez-de-recursos-humanos-qualificados-no-setor-da-construcao-201805231414271683","title":{"rendered":"Grupo Casais preocupado com escassez de recursos humanos qualificados no setor da constru\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/05\/image011-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1684\" src=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/05\/image011-1.jpg\" alt=\"\" width=\"449\" height=\"264\" \/><\/a><\/p>\n<p>Portugal \u00e9 um dos pa\u00edses da Europa em que o setor da Constru\u00e7\u00e3o mais impacto tem no Produto Interno Bruto. A recente crise financeira intensificou a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 de si preocupante que o mercado atravessava. V\u00e1rias empresas fecharam, perderam-se postos de trabalho e a forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea foi sacrificada. Atualmente, a escassez de recursos humanos qualificados na Constru\u00e7\u00e3o limita o crescimento de produtividade do setor. Algo que preocupa o Grupo Casais, que tem vindo a recorrer a m\u00e3o-de-obra estrangeira, e que para assinalar o seu 60\u00ba anivers\u00e1rio, prop\u00f4s a organiza\u00e7\u00e3o do semin\u00e1rio &#8220;Os desafios do crescimento econ\u00f3mico: o aumento da produtividade e da capacidade instalada na fileira da Constru\u00e7\u00e3o&#8221;, onde pretendia ver debatidos temas como a qualifica\u00e7\u00e3o e a capta\u00e7\u00e3o m\u00e3o-de-obra para a constru\u00e7\u00e3o, bem como os desafios da digitaliza\u00e7\u00e3o e a industrializa\u00e7\u00e3o dos processos construtivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O evento, que se realizou esta manh\u00e3, reuniu personalidades como Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga, Reis Campos, presidente da Confedera\u00e7\u00e3o Portuguesa da Constru\u00e7\u00e3o e do Imobili\u00e1rio (CPCI), Carlos Mineiro Aires, baston\u00e1rio da Ordem dos Engenheiros, Ricardo Rio, presidente da C\u00e2mara Municipal de Braga Ant\u00f3nio Cunha, ex-reitor da Universidade do Minho e professor catedr\u00e1tico, Ant\u00f3nio Carlos Rodrigues, presidente da Casais Engenharia e Constru\u00e7\u00e3o, V\u00edtor Carneiro, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Projectistas e Consultores e Rui Vieira de Castro, reitor da Universidade do Minho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>&#8220;A crise profunda e prolongada que o setor atravessou destruiu valor. De cada vez que uma empresa encerrou, &#8216;arrastando&#8217; consigo uma s\u00e9rie de outras subcontratadas, criou a ideia de um setor em extin\u00e7\u00e3o, que se tornou pouco atrativo aos jovens que buscavam forma\u00e7\u00e3o superior. Com a economia e a constru\u00e7\u00e3o em crescimento, a capacidade instalada da ind\u00fastria est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que \u00e9 necess\u00e1rio&#8221;<\/em>, explica Ant\u00f3nio Carlos Rodrigues, presidente da Casais Engenharia e Constru\u00e7\u00e3o<em>. <\/em>Para o respons\u00e1vel, o crescimento sustentado da ind\u00fastria e da pr\u00f3pria economia s\u00f3 se faz com um aumento da produtividade, sendo para tal preciso investir na inova\u00e7\u00e3o e na ado\u00e7\u00e3o de processos construtivos mais eficientes, isto a par de mais recursos: <em>&#8220;\u00c9 necess\u00e1ria a entrada de imigrantes no nosso pa\u00eds para a constru\u00e7\u00e3o, para a ind\u00fastria e at\u00e9 mesmo para o setor do turismo&#8221;, defende. <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Depois de 24 anos a exportar talento portugu\u00eas para os pa\u00edses em que, desde 1994, marcou presen\u00e7a, o Grupo Casais v\u00ea-se agora obrigado a &#8220;importar&#8221; recursos de outros pa\u00edses. O grupo emprega globalmente 3.500 colaboradores em v\u00e1rios mercados, pelo que procura fazer uma gest\u00e3o da mobilidade dos mesmos com vista a responder aos desafios que vai enfrentado nos pa\u00edses em que opera. No ano passado, a atividade em Portugal cresceu 33% face a 2016, mas continua a representar menos de metade do que representava no per\u00edodo pr\u00e9-crise.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Grupo Casais chega aos Estados Unidos <\/strong><\/p>\n<p>Em 2017, o Grupo Casais teve um volume de neg\u00f3cios agregado de 355 Milh\u00f5es de Euros (M\u20ac), tendo-se verificado um ligeiro desacelaramento das economias de pa\u00edses at\u00e9 h\u00e1 poucos anos emergentes, como Angola e Mo\u00e7ambique. Os mercados ocidentais \u2013 incluindo o nacional \u2013 s\u00e3o os que v\u00e3o reconquistar uma posi\u00e7\u00e3o de relevo. A din\u00e2mica de presen\u00e7a quer em pa\u00edses desenvolvidos quer em pa\u00edses emergentes \u00e9 estrat\u00e9gica. Em Portugal, o Grupo faturou no ano passado 140 M\u20ac, mais 35M\u20ac que em 2016.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2018 afigura-se como ano de crescimento, onde o grupo espera atingir os 410M\u20ac, com um crescimento de cerca de 15% face a 2017. A presen\u00e7a em 16 pa\u00edses permite a distribui\u00e7\u00e3o de risco e equil\u00edbrio para fazer face aos ciclos econ\u00f3micos que tradicionalmente marcam a constru\u00e7\u00e3o. Em Portugal, a Casais est\u00e1 focalizada em obras especializadas onde a compet\u00eancia \u00e9 um requisito essencial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o mercado nacional a recuperar, o Grupo Casais quer consolidar a presen\u00e7a internacional. Assim, depois de, em 2017, ter entrado nos Estados Unidos da Am\u00e9rica (mais precisamente, no Estado do Texas), em Abu Dhabi e de ter alargado a opera\u00e7\u00e3o no Brasil aos estados de Rio Grande do Sul e Piau\u00ed, o plano para 2018 <em>&#8220;\u00e9 crescer nos mercados em que j\u00e1 marcamos presen\u00e7a. Atualmente, dizer que estamos em 16 pa\u00edses, significa dizer que estamos em 25 regi\u00f5es ou Estados. Fazer cada vez melhor, aprofundar as rela\u00e7\u00f5es com os tecidos locais e, assim, alargarmos as nossas opera\u00e7\u00f5es e o nosso conhecimento \u00e9 a nossa estrat\u00e9gia<\/em>&#8220;, como sustenta Ant\u00f3nio Carlos Rodrigues.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No ano passado, o Grupo teve um volume de neg\u00f3cios internacional de 215 M\u20ac, sendo o mercado angolano o que mais contribuiu para o mesmo, representando 38% da fatura\u00e7\u00e3o. No entanto, nos piores anos da crise no setor, o refor\u00e7o da internacionaliza\u00e7\u00e3o foi um dos vetores da estrat\u00e9gia do Grupo Casais para, n\u00e3o s\u00f3 sobreviver, mas continuar a crescer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mais 10 anos de &#8220;Mestria&#8221; <\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria dos \u00faltimos anos representa um novo cap\u00edtulo no livro &#8220;Mestria&#8221; \u2013 o livro concebido pelo Grupo para comemorar em 2008 os 50 anos do Grupo e que conta com mem\u00f3rias da fam\u00edlia que gere a empresa e amigos; antigos e atuais parceiros, fornecedores e colaboradores; e personalidades como D. Jorge Ortiga, que assina o pref\u00e1cio, ou os arquitetos Siza Vieira e Souto de Moura. A segunda edi\u00e7\u00e3o, que contempla uma revis\u00e3o dos conte\u00fados e um novo cap\u00edtulo, \u00e9 lan\u00e7ada hoje, no dia de anivers\u00e1rio do Grupo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de aposta nos recursos humanos, de verticaliza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es, de concentra\u00e7\u00e3o no <em>core business <\/em>da constru\u00e7\u00e3o, de refor\u00e7o da internacionaliza\u00e7\u00e3o e, sobretudo, de aposta na cria\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o de conhecimento forma a hist\u00f3ria dos \u00faltimos 10 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;<em>A semente lan\u00e7ada h\u00e1 60 anos permitiu criar uma empresa que come\u00e7ou por ser regional, passou a ser nacional e hoje \u00e9 um grande grupo internacional. Mais dispersa geograficamente, mas com a mesma ess\u00eancia. Somos uma empresa destinada a servir as necessidades das popula\u00e7\u00f5es. Elas crescem, desenvolvem-se, n\u00f3s tamb\u00e9m. Afirmamo-nos pelo conhecimento. Constru\u00edmos e acolhemos conhecimento e disseminamo-lo para onde ele \u00e9 mais necess\u00e1rio<\/em>&#8220;, sintetiza o presidente da Casais Engenharia e Constru\u00e7\u00e3o, que destaca a verticaliza\u00e7\u00e3o como <em>&#8220;um dos pilares do grupo, j\u00e1 que suporta a estrat\u00e9gia de especializa\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A efici\u00eancia energ\u00e9tica \u00e9 uma das apostas do grupo para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais equilibrada. &#8220;Sentimos que temos a obriga\u00e7\u00e3o de construir edif\u00edcios mais eficientes e sustent\u00e1veis e, por isso, investimos na disponibiliza\u00e7\u00e3o ao mercado de solu\u00e7\u00f5es como as das baterias de acumula\u00e7\u00e3o de energia solar Ampere Energy ou do modelo casa com elevado perfil ambiental Homing&#8221;, explica o respons\u00e1vel, que acrescenta: &#8220;<em>Os modelos de digitaliza\u00e7\u00e3o e pr\u00e9-constru\u00e7\u00e3o BIM fazem parte da nossa opera\u00e7\u00e3o e acredito que marcar\u00e3o a pr\u00f3xima d\u00e9cada da Casais&#8221;<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em dia de anivers\u00e1rio, Ant\u00f3nio Carlos Rodrigues congratula-se por, na sua g\u00e9nese, a empresa ter institu\u00eddo valores que respeitam as dimens\u00f5es profissional e humana dos seus colaboradores. <em>&#8220;Num contexto de maior mobilidade, apostamos na constru\u00e7\u00e3o de conhecimento e, para isso, desenvolvemos uma estrat\u00e9gia para as pessoas. A Casais afirma-se cada vez mais como uma empresa que constr\u00f3i carreiras&#8221;.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Portugal \u00e9 um dos pa\u00edses da Europa em que o setor da Constru\u00e7\u00e3o mais impacto tem no Produto Interno Bruto. A recente crise financeira intensificou a situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 de si preocupante que o mercado atravessava. V\u00e1rias empresas fecharam, perderam-se postos de trabalho e a forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea foi sacrificada. 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