


{"id":1911,"date":"2018-06-04T10:49:38","date_gmt":"2018-06-04T10:49:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/?p=1911"},"modified":"2018-06-04T10:49:38","modified_gmt":"2018-06-04T10:49:38","slug":"analise-sobre-futuro-dos-centros-comerciais-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/analise-sobre-futuro-dos-centros-comerciais-em-portugal-201806041049381911","title":{"rendered":"An\u00e1lise sobre futuro dos centros comerciais em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>A CBRE, consultora imobili\u00e1ria l\u00edder a n\u00edvel mundial, lan\u00e7a o seu estudo \u201c<em><u>Fim dos centros comerciais ou in\u00edcio de uma nova gera\u00e7\u00e3o?<\/u><\/em>\u201d, uma an\u00e1lise sobre futuro dos centros comerciais em Portugal, utilizando como ponto de partida o encerramento de diversos destes espa\u00e7os nos Estados Unidos da Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio, a CBRE demonstra que o com\u00e9rcio norte americano \u00e9 muito distinto do europeu, de modo que, a consultora n\u00e3o acredita que se venha a verificar, nos pr\u00f3ximos anos, um encerramento em massa de centros comerciais em Portugal.<\/p>\n<p>Na realidade, atualmente o mercado nacional revela exatamente o contr\u00e1rio. Em 2017, as vendas nos centros comerciais registaram um acr\u00e9scimo de 8,4% e o n\u00famero de visitantes (\u201cfootfall\u201d) aumentou 0,5%, ap\u00f3s tr\u00eas anos de queda. Paralelamente, o mercado de investimento em centros comerciais est\u00e1 mais ativo que nunca. S\u00f3 no primeiro trimestre de 2018 foram transacionados 4 centros comerciais num valor acumulado de 673 milh\u00f5es de euros e encontram-se atualmente em comercializa\u00e7\u00e3o outros 10 centros comerciais. O ano de 2018 ir\u00e1 certamente registar o maior volume de investimento no formato de centros comerciais alguma vez observado em Portugal.<\/p>\n<p>No entanto, para a consultora, j\u00e1 n\u00e3o restam quaisquer d\u00favidas de que o sector vive uma fase de grande transforma\u00e7\u00e3o, devida sobretudo ao crescimento do com\u00e9rcio eletr\u00f3nico, mas tamb\u00e9m de uma mudan\u00e7a radical de mentalidade e de viv\u00eancia. Assim, \u00e9 inevit\u00e1vel a adapta\u00e7\u00e3o dos centros comerciais j\u00e1 estabelecidos a um novo estilo de vida, podendo afirmar-se, que os centros comerciais, tal como os conhecemos nos \u00faltimos 30 anos em Portugal, v\u00e3o acabar, dando lugar a uma nova gera\u00e7\u00e3o de centros. \u00c9 tamb\u00e9m certo, que os centros comerciais que n\u00e3o acompanharem rapidamente esta mudan\u00e7a, est\u00e3o condenados ao encerramento.<\/p>\n<p>Segundo <strong>Cristina Arouca, Diretora do Departamento de Research da CBRE<\/strong>, \u201ceste cen\u00e1rio (norte americano) tem levantado algumas quest\u00f5es sobre se esta tend\u00eancia poder\u00e1 vir a afetar o mercado europeu e, no nosso caso, o mercado portugu\u00eas. Certo \u00e9 que as carater\u00edsticas e a situa\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio nos Estados Unidos s\u00e3o bastante diferentes daquelas verificadas no nosso pa\u00eds, j\u00e1 que o grau do excesso de oferta, da obsolesc\u00eancia do stock e da penetra\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio online em Portugal \u00e9 muito menor do que nos Estados Unidos. Contudo, haver\u00e1 desafios.\u201d<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>EUA vs Portugal: Duas REALIDADES DISTINTAS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Excesso de Oferta<\/strong><\/p>\n<p>O estudo da CBRE indica que na Europa a densidade comercial (incluindo todos os formatos de retalho e lojas de rua) \u00e9 em m\u00e9dia de 1,2 m<sup>2<\/sup>\/ habitante, enquanto que nos Estados Unidos, \u00e9 quatro vezes superior. Note-se que em meados dos anos 90, j\u00e1 em fase madura, o mercado de centros comerciais nos EUA conseguiu crescer ainda assim 23%. Atualmente, as suas vendas representam cerca de 50% do total de vendas a retalho, enquanto que em Portugal \u00e9 de aproximadamente de 20%.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"549\">Densidade comercial por habitante na Europa e nos EUA<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/06\/1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1912\" src=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/06\/1.jpg\" alt=\"\" width=\"537\" height=\"300\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"549\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"549\">Fonte:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Gfk e CBRE<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Obsolesc\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Por outro lado, os primeiros centros comerciais norte-americanos desenvolveram-se nos anos 50 e, enquanto mais de um ter\u00e7o do <em>stock<\/em> se construiu antes da d\u00e9cada de 80, cerca de 80% foi constru\u00edda no s\u00e9culo passado. Pelo contr\u00e1rio, em Portugal, o stock \u00e9 muito mais recente, com mais de 60% da \u00e1rea de centros comerciais inaugurada ap\u00f3s o ano 2000.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"553\">Aberturas de centros comerciais e % da ABL total<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/06\/2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1913\" src=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/06\/2-540x223.jpg\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"223\" srcset=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/06\/2-540x223.jpg 540w, https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/06\/2.jpg 545w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"553\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"553\">Fonte:\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ISCS e CBRE<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro dado particularmente relevante diz respeito ao tenant mix dos centros comerciais que demostra que, nos Estados Unidos, os grandes armaz\u00e9ns e os hipermercados representam 46% da \u00c1rea Bruta Loc\u00e1vel (ABL) dos centros comerciais, enquanto que em pa\u00edses como Portugal, Reino Unido e Espanha n\u00e3o excedem os 30%.<\/p>\n<p>Um dado interessante \u00e9 a do aumento de \u00e1reas de restaura\u00e7\u00e3o e lazer, que est\u00e1 menos desenvolvida nos Estados Unidos do que em muitos pa\u00edses europeus: 12% nos EUA contra cerca de 20% no Reino Unido e Espanha. O estudo indica que, no futuro, o crescimento dos centros comerciais vai resultar em mais oferta deste tipo de espa\u00e7os, face a grandes armaz\u00e9ns e hipermercados, outrora as grandes \u00e2ncoras nos Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>R\u00e1pido crescimento do com\u00e9rcio online<\/strong><\/p>\n<p>As vendas online t\u00eam tamb\u00e9m tido um impacto significante no com\u00e9rcio a retalho. De acordo com a Euromonitor, este tipo de com\u00e9rcio representou 23% das vendas de com\u00e9rcio em 2017 nos Estados Unidos, sendo este o segundo pa\u00eds, ap\u00f3s o Reino Unido, no ranking com maior representatividade do com\u00e9rcio online. Al\u00e9m de elevados, os dados indicam um crescimento m\u00e9dio anual de 17% nos \u00faltimos 5 anos. No caso de Portugal, o com\u00e9rcio eletr\u00f3nico est\u00e1 a crescer a um ritmo mais lento (14% m\u00e9dia anual 2012-2017), representando apenas 5% das vendas do com\u00e9rcio a retalho. Em consequ\u00eancia, nos Estados Unidos, o impacto do com\u00e9rcio online nas lojas f\u00edsicas \u00e9 j\u00e1 significativamente vis\u00edvel.<\/p>\n<p>Peso do com\u00e9rcio eletr\u00f3nico no com\u00e9rcio a retalho<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/06\/3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1914\" src=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/06\/3-540x136.jpg\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"136\" srcset=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/06\/3-540x136.jpg 540w, https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/06\/3.jpg 624w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Fonte: Euromonitor, 2017<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>O FUTURO: UMA MUDAN\u00c7A DE MENTALIDADE<\/strong><\/p>\n<p><strong>Cristina Arouca<\/strong> salienta que \u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que o com\u00e9rcio eletr\u00f3nico \u00e9 uma for\u00e7a disruptiva que obriga a mudar o chip para manter a competitividade. A internet torna extremamente conveniente a compra a partir de casa ou do local de trabalho e vai ser cada vez mais dif\u00edcil convencer os consumidores a deslocarem-se aos centros comerciais. A este respeito, a digitaliza\u00e7\u00e3o a experi\u00eancia de compra e no centro e os servi\u00e7os de conveni\u00eancia s\u00e3o chaves para o futuro do sector.\u201d<\/p>\n<p>Os centros comerciais em Portugal est\u00e3o a enfrentar diversos desafios por for\u00e7a destas novas realidades. A <em>internet<\/em> simplifica a compra, e por isso a digitaliza\u00e7\u00e3o e a experi\u00eancia de compra omnicanal s\u00e3o chaves para o futuro do setor.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise de <em>Big Data<\/em> vai permitir aos retalhistas conhecerem melhor os seus clientes, enquanto os novos meios de comunica\u00e7\u00e3o v\u00e3o permitir-lhes implementar estrat\u00e9gias de marketing mais personalizadas e adaptadas a cada consumidor. Em acr\u00e9scimo, a incorpora\u00e7\u00e3o da compra <em>online<\/em> nos centros comerciais vai facilitar o desenvolvimento de estrat\u00e9gias omnicanal, fortalecendo o servi\u00e7o ao cliente e criando um canal de comunica\u00e7\u00e3o que pode estender a rela\u00e7\u00e3o com o cliente, tanto antes como depois de visitar o centro comercial.<\/p>\n<p>O crescimento do com\u00e9rcio <em>online<\/em>, a capacidade de oferecer experi\u00eancias diferenciadoras na hora da compra e a convers\u00e3o em ponto de encontro social ser\u00e3o os impulsionadores dos centros comerciais do futuro. Outros fatores que ir\u00e3o contribuir para aumentar o seu poder de atra\u00e7\u00e3o ser\u00e3o a melhoria dos servi\u00e7os, a atra\u00e7\u00e3o de operadores \u00e2ncora mais especializados, a introdu\u00e7\u00e3o de uma oferta de lazer mais ambiciosa e uma nova abordagem \u00e0s zonas de restaura\u00e7\u00e3o, que v\u00e1 ao encontro das prefer\u00eancias do p\u00fablico-alvo. A integra\u00e7\u00e3o de elementos digitais no centro tem igualmente uma relev\u00e2ncia crescente, j\u00e1 que existem cada vez mais ferramentas (tais como sensores de estacionamento, <em>pay points<\/em>, <em>apps<\/em> de centros comerciais, etc).<\/p>\n<p>Muitos centros comerciais, ir\u00e3o gradualmente introduzir outras alternativas que n\u00e3o puro retalho. Para al\u00e9m de ofertas de lazer e restaura\u00e7\u00e3o, os centros incorporam cada vez mais um leque de equipamentos de conveni\u00eancia tais como servi\u00e7os de sa\u00fade, servi\u00e7os p\u00fablicos ou espa\u00e7os de co-working. Os centros tornam-se assim mais sociais.<\/p>\n<p>Segundo <strong>Cristina Arouca<\/strong><em>, <\/em>\u201cos centros comerciais continuam a ser um importante pilar da nossa sociedade e local de converg\u00eancia, apesar dos desafios. N\u00e3o \u00e9 por acaso que operadores <em>pure play<\/em> como a Zalando e a Amazon estabeleceram-se com lojas f\u00edsicas para melhorar o servi\u00e7o que prestam aos seus clientes. O setor est\u00e1 a responder de forma positiva, comunicando de maneira muito mais personalizada e usando os dados dispon\u00edveis para responder \u00e0s expectativas dos consumidores. Para vingar num mundo cada vez mais digitalizado, os centros comerciais devem aumentar a capacidade de atrair consumidores, proporcionando uma experi\u00eancia cada vez mais integrada.\u201d<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong><u>Sobre o Grupo CBRE<\/u><\/strong><\/p>\n<p>O Grupo CBRE, Inc. (NYSE:CBG), \u00e9 uma empresa classificada na Fortune 500 e S&amp;P 500, com sede em Los Angeles, l\u00edder mundial na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os para o setor imobili\u00e1rio (dados relativos a 2017). Com mais de 80.000 colaboradores a n\u00edvel mundial (excluindo empresas afiliadas) a CBRE desenvolve a sua atividade para investidores e ocupantes atrav\u00e9s de aproximadamente 450 escrit\u00f3rios em todo o mundo (excluindo empresas afiliadas). A CBRE oferece um conjunto de servi\u00e7os integrados, que incluem consultoria estrat\u00e9gica e media\u00e7\u00e3o em opera\u00e7\u00f5es de venda e arrendamento de im\u00f3veis, promo\u00e7\u00e3o, investimento imobili\u00e1rio, gest\u00e3o de im\u00f3veis, gest\u00e3o de instala\u00e7\u00f5es, gest\u00e3o de projetos, servi\u00e7os de avalia\u00e7\u00e3o e research. Em Portugal a empresa est\u00e1 presente desde 1988, prestando uma vasta gama de servi\u00e7os em todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A CBRE, consultora imobili\u00e1ria l\u00edder a n\u00edvel mundial, lan\u00e7a o seu estudo \u201cFim dos centros comerciais ou in\u00edcio de uma nova gera\u00e7\u00e3o?\u201d, uma an\u00e1lise sobre futuro dos centros comerciais em Portugal, utilizando como ponto de partida o encerramento de diversos destes espa\u00e7os nos Estados Unidos da Am\u00e9rica. 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