


{"id":2963,"date":"2018-09-05T19:47:18","date_gmt":"2018-09-05T19:47:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/?p=2963"},"modified":"2018-09-05T19:47:42","modified_gmt":"2018-09-05T19:47:42","slug":"para-que-serve-um-diferencial-residual-quando-instalado-numa-habitacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/para-que-serve-um-diferencial-residual-quando-instalado-numa-habitacao-201809051947182963","title":{"rendered":"Para que serve um diferencial residual quando instalado numa habita\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/09\/Dispositivo-DR.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2964 size-medium\" src=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/09\/Dispositivo-DR-540x540.jpg\" alt=\"\" width=\"540\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/09\/Dispositivo-DR-540x540.jpg 540w, https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/09\/Dispositivo-DR-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/09\/Dispositivo-DR.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 540px) 100vw, 540px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O DR &#8211; Dispositivo Residual \u2013 possui o objetivo principal de proporcionar a prote\u00e7\u00e3o de pessoas contra acidentes de origem el\u00e9trica e tamb\u00e9m ao patrim\u00f3nio no caso de inc\u00eandios.<\/p>\n<p>Mesmo com esta grande finalidade e presentes h\u00e1 mais de 20 anos no Brasil, apenas 21% das resid\u00eancias brasileiras utilizam o dispositivo, segundo a Abracopel e o Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre).<\/p>\n<p>Desde 2012, o dispositivo DR (Diferencial Residual) \u00e9 obrigat\u00f3rio nos casos:<\/p>\n<p>&#8211; Em circuitos que sirvam a pontos de utiliza\u00e7\u00e3o situados em ambientes que contenham chuveiro ou banheira;<\/p>\n<p>&#8211; Em circuitos que alimentam tomadas localizadas em \u00e1reas externas \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p>&#8211; Em circuitos que alimentam tomadas localizadas em \u00e1reas internas que possam vir a alimentar equipamentos na \u00e1rea externa;<\/p>\n<p>&#8211; Em circuitos que sirvam a pontos de utiliza\u00e7\u00e3o localizados em cozinhas, lavandarias, \u00e1reas de servi\u00e7o, garagens e demais ambientes internos normalmente molhados ou sujeitos a lavagens.<\/p>\n<p>\u201cNote que as recomenda\u00e7\u00f5es para a instala\u00e7\u00e3o do DR s\u00e3o feitas para ambientes suscet\u00edveis a ocorr\u00eancia de choques el\u00e9tricos. Isso porque o dispositivo DR (Diferencial Residual) detecta anomalias no circuito el\u00e9trico, como um choque e desarma o disjuntor de onde est\u00e1 ocorrendo o problema, evitando os acidentes\u201d, afirma Marcelo Bas\u00edlio, Promotor de Drives e Acionamentos da Reymaster Materiais El\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Somente em 2017 foram registados no Brasil 1.387 acidentes, sendo 627 mortes por choques el\u00e9tricos. Com o DR, 100% dos acidentes com eletricidade s\u00e3o evit\u00e1veis.<\/p>\n<p>Segundo Marcelo Bas\u00edlio, o choque pode ser ocasionado de modo direto (quando, por exemplo, uma crian\u00e7a coloca o dedo ou algum objeto na tomada) ou indireto (fuga de corrente, por meio de um eletrodom\u00e9stico como ventiladores, geladeiras e m\u00e1quinas de lavar).<\/p>\n<p>A sobretens\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 entre as causadoras do aumento consider\u00e1vel de choques nos \u00faltimos anos, em ocasi\u00e3o da crescente presen\u00e7a de aparelhos eletr\u00f4nicos em resid\u00eancias advindos com a modernidade. \u201cMuitos aparelhos ligados no mesmo circuito el\u00e9trico causam sobrecarga na instala\u00e7\u00e3o e curtos circuitos, podendo ocasionar choques el\u00e9tricos. Isso tamb\u00e9m ocorre quando se utiliza um aparelho que exige uma corrente maior do que a instala\u00e7\u00e3o foi projetada\u201d, explica Bas\u00edlio.<\/p>\n<p>Traduz-se este fen\u00f3meno como a presen\u00e7a de correntes el\u00e9tricas harm\u00f3nicas nos circuitos, perturbando assim o funcionamento geral da instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas, o que s\u00e3o correntes harm\u00f3nicas? S\u00e3o correntes que se somam a corrente principal causando deformidades na forma de onda original da rede el\u00e9trica. Geralmente, s\u00e3o originadas por equipamentos como computadores, v\u00eddeo-games, ou seja, que \u00a0possuem carga n\u00e3o linear (transistores, tiristores, diodos, etc).<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o b\u00e1sica quando se trata de reduzir essa interfer\u00eancia provocada pelas harm\u00f3nicas \u00e9 separar as cargas perturbadoras em circuitos independentes dos demais. E para aumentar ainda mais a seguran\u00e7a da instala\u00e7\u00e3o, ligar a cada circuito um DR.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante lembrar que o DR tamb\u00e9m protege as resid\u00eancias contra inc\u00eandios, que s\u00e3o ocasionados na maioria dos casos por curtos circuitos\u201d, conclui Marcelo Bas\u00edlio, da Reymaster.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Alguns detalhes t\u00e9cnicos<\/strong><\/p>\n<p>DR para prote\u00e7\u00e3o de pessoas: em resid\u00eancias, utiliza-se DR de corrente nominal residual at\u00e9 30mA.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos quadros el\u00e9tricos que s\u00e3o fixados nas edifica\u00e7\u00f5es, os DRs tamb\u00e9m podem ser instalados em quadros de tomadas ou nos destinados \u00e0 automa\u00e7\u00e3o, levando prote\u00e7\u00e3o aos profissionais que est\u00e3o trabalhando nos canteiros de obras ou nas ind\u00fastrias com m\u00e1quinas e equipamentos em geral, por exemplo.<\/p>\n<p>DR para prote\u00e7\u00e3o patrimonial: de correntes nominais residuais de 100mA, 300mA, 500mA, 1000mA ou ainda superiores a estas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O DR &#8211; Dispositivo Residual \u2013 possui o objetivo principal de proporcionar a prote\u00e7\u00e3o de pessoas contra acidentes de origem el\u00e9trica e tamb\u00e9m ao patrim\u00f3nio no caso de inc\u00eandios. Mesmo com esta grande finalidade e presentes h\u00e1 mais de 20 anos no Brasil, apenas 21% das resid\u00eancias brasileiras utilizam o dispositivo, segundo a Abracopel e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2964,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-2963","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2963"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2963\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2966,"href":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2963\/revisions\/2966"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2964"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}