


{"id":3079,"date":"2018-09-14T14:10:59","date_gmt":"2018-09-14T14:10:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/?p=3079"},"modified":"2018-09-14T14:10:59","modified_gmt":"2018-09-14T14:10:59","slug":"mercado-imobiliario-comercial-deve-bater-novos-maximos-em-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/mercado-imobiliario-comercial-deve-bater-novos-maximos-em-2018-201809141410593079","title":{"rendered":"Mercado imobili\u00e1rio comercial deve bater novos m\u00e1ximos em 2018"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/09\/image002.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3080\" src=\"https:\/\/www.engenhariacivil.com\/pro\/f\/2018\/09\/image002.jpg\" alt=\"\" width=\"357\" height=\"267\" \/><\/a><\/p>\n<p>Segundo o \u00faltimo Marketbeat Portugal Outono 2018 publicado hoje pela Cushman &amp; Wakefield, o mercado imobili\u00e1rio tem mantido ao longo de 2018 a forte atividade que tem vindo a registar nos \u00faltimos anos, com um aumento muito acentuado dos n\u00edveis de procura e dos valores de mercado. Trata-se de uma evolu\u00e7\u00e3o sustentada pelo crescimento econ\u00f3mico nacional e internacional, bem como pela cada vez maior atratividade do imobili\u00e1rio como alternativa de investimento aos tradicionais ativos financeiros.<\/p>\n<p>A economia portuguesa dever\u00e1 revelar em 2018 o quinto ano consecutivo de crescimento. O comportamento robusto da procura interna, bem como a continuada subida dos n\u00edveis de investimento e das exporta\u00e7\u00f5es, contribu\u00edram para mais um bom desempenho da economia.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>ESCRIT\u00d3RIOS<\/strong><\/p>\n<p>O mercado de escrit\u00f3rios da Grande Lisboa registou entre janeiro e julho um <strong>volume de absor\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de 114.000 m<sup>2<\/sup><\/strong>, retratando uma subida de 31% face ao per\u00edodo hom\u00f3logo de 2017. Este forte dinamismo resultou num <strong>valor m\u00ednimo hist\u00f3rico da taxa de desocupa\u00e7\u00e3o, que se situou no primeiro semestre nos 7,2%,<\/strong> descendo 140 pontos base nos \u00faltimos seis meses. A oferta em <em>pipeline<\/em> na cidade come\u00e7a a dar sinais de retoma \u2013 estando identificados dez novos projetos at\u00e9 2020 num total de 128.000 m2 \u2013 no entanto, 37% destes espa\u00e7os tem j\u00e1 ocupante garantido. As rendas praticadas retratam o bom momento do mercado, tendo-se registado um crescimento face ao primeiro semestre de 2017 em todas as zonas. As zonas 1 (Prime CBD) e 6 (Corredor Oeste) verificaram os crescimentos de renda prime mais acentuados, na ordem dos 8%, situando-se respetivamente nos 21\u20ac\/m<sup>2<\/sup>\/m\u00eas e 14\u20ac\/m<sup>2<\/sup>\/m\u00eas.<\/p>\n<p>Na cidade do Porto o primeiro semestre regista j\u00e1 43.500 m<sup>2<\/sup> de ocupa\u00e7\u00e3o. Este valor representa uma evolu\u00e7\u00e3o muito positiva face aos \u00faltimos 3 anos, para os quais se estima um volume m\u00e9dio anual de procura entre os 30.000 e os 40.000 m<sup>2<\/sup>. Os projetos para novos edif\u00edcios de escrit\u00f3rios aumentaram exponencialmente no Grande Porto, estando hoje identificados mais de <strong>150.000 m<sup>2<\/sup> de \u00e1rea de escrit\u00f3rios em <em>pipeline<\/em><\/strong>.\u00a0 A nova oferta deve entrar no mercado de forma gradual, entre o final deste ano e 2021, encontrando-se j\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o 54.000 m<sup>2<\/sup>.<\/p>\n<p><strong>RETALHO<\/strong><\/p>\n<p>O setor de retalho tamb\u00e9m esteve muito din\u00e2mico, com o volume de vendas a subir 4,6%, muito influenciado pelo com\u00e9rcio n\u00e3o alimentar que cresceu 6,1% face ao ano passado. A ind\u00fastria de centros comerciais foi respons\u00e1vel por grande parte deste crescimento: de acordo com os indicadores da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Centros Comerciais, o volume de vendas ter\u00e1 aumentado 5,1% no primeiro semestre de 2018 e o n\u00famero de visitantes 4,1%.<\/p>\n<p>A procura de espa\u00e7os de retalho refletiu este bom momento do setor, com o \u00edndice da Cushman &amp; Wakefield a revelar <strong>mais de 100 novas aberturas de lojas de rua em Lisboa no primeiro semestre do ano<\/strong>. A restaura\u00e7\u00e3o manteve-se o setor mais ativo, tendo sido respons\u00e1vel por 60% das novas aberturas.<\/p>\n<p>Em Lisboa, as Avenidas Novas foram a zona com maior dinamismo, com destaque para o sector alimentar que tem vindo a expandir no formato de proximidade. Lidl, My Auchan, Minipre\u00e7o e Meu Super s\u00e3o exemplos de novas aberturas nesta localiza\u00e7\u00e3o. O eixo de Cais do Sodr\u00e9 \/ Santos foi o segundo mais ativo com 13 novas aberturas, todas elas no sector da restaura\u00e7\u00e3o. Nesta zona destaque para o Botanista, um conceito de restaura\u00e7\u00e3o vegan inaugurado na Rua Dom Lu\u00eds I.\u00a0 O Chiado esteve tamb\u00e9m particularmente din\u00e2mico no primeiro semestre, n\u00e3o obstante a reduzida oferta dispon\u00edvel. Nesta localiza\u00e7\u00e3o destacam-se as aberturas da Quem Disse Berenice, na Rua do Carmo, e dos restaurantes Pitaria e Oficio, na Rua Nova da Trindade. A zona da Baixa registou igualmente um n\u00famero significativo de novas aberturas: uma nova unidade da Manteigaria na Rua Augusta e o restaurante Casa de Lisboa na Pra\u00e7a do Com\u00e9rcio.<\/p>\n<p><strong>Na cidade do Porto foram identificadas cerca de 50 opera\u00e7\u00f5es<\/strong>, com o setor de restaura\u00e7\u00e3o a representar 68%. A Baixa do Porto foi a zona mais ativa: na Rua S\u00e1 da Bandeira inaugurou, no princ\u00edpio do ano, a F\u00e1brica de Cervejas Portuense e, mais recentemente, a Brasileira reabriu portas ap\u00f3s cinco anos encerrada. Na Rua de Santa Catarina, mais vocacionada para a moda, destaca-se a abertura da Salsa. Na Rua das Flores, destino de restaura\u00e7\u00e3o muito em voga na cidade, inaugurou recentemente a marca internacional de gelados H\u00e4agen-Dazs.<\/p>\n<p>As rendas de mercado registaram o seu crescimento mais acentuado na cidade do Porto. Na Rua de Santa Catarina, a localiza\u00e7\u00e3o mais valorizada da cidade, a renda <em>prime<\/em> subiu 30% nos \u00faltimos 12 meses, estando atualmente nos 75 \u20ac\/m2\/m\u00eas.<\/p>\n<p><strong>INDUSTRIAL<\/strong><\/p>\n<p>A escassez de oferta de qualidade continua a condicionar o mercado imobili\u00e1rio industrial, mas ainda assim o primeiro semestre de 2018 revelou crescimento na procura. Entre janeiro e junho de 2018, foram identificadas nesta zona <strong>16 novas contrata\u00e7\u00f5es de espa\u00e7os industriais e log\u00edsticos<\/strong> que totalizaram uma ocupa\u00e7\u00e3o superior a 42.000 m\u00b2, revelando um crescimento de 54% face a igual per\u00edodo de 2017. A ocupa\u00e7\u00e3o da Torrestir de 15.400 m\u00b2 no Azambuja 5 da Logicor, foi o maior neg\u00f3cio da regi\u00e3o. No Grande Porto a atividade foi residual, essencialmente justificada pela escassez de produto de qualidade, destacando-se a ocupa\u00e7\u00e3o de 2.300 m\u00b2 pela Scania na Maia.<\/p>\n<p><strong>HOTELARIA<\/strong><\/p>\n<p>O setor hoteleiro continua a atrair a aten\u00e7\u00e3o dos grandes investidores imobili\u00e1rios, em grande parte motivada pela excelente performance da ind\u00fastria de turismo. Ainda que os indicadores de procura na primeira metade do ano revelem algum abrandamento no crescimento, 2,6% no n\u00famero de h\u00f3spedes e 0,5% no volume de dormidas, os indicadores de opera\u00e7\u00e3o registaram no primeiro semestre uma subida dos pre\u00e7os m\u00e9dios praticados na ordem dos 12% e do RevPAR (receita por quarto dispon\u00edvel) de 7,8%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nos \u00faltimos 18 meses inauguraram em Portugal mais de 80 unidades hoteleiras<\/strong> trazendo ao mercado cerca de 4.200 novos quartos. Atualmente s\u00e3o conhecidos <strong>cerca de 130 novos projetos hoteleiros com abertura prevista at\u00e9 2020<\/strong> que dever\u00e3o trazer ao pa\u00eds mais de 10.000 novos quartos. A cidades de Lisboa e Porto e a Regi\u00e3o do Algarve contam com o maior volume de oferta futura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RESIDENCIAL<\/strong><\/p>\n<p>O mercado residencial continuou a registar um bom comportamento na primeira metade de 2018. A an\u00e1lise dos dados do SIR para a cidade de Lisboa revela, no entanto, uma <strong>estagna\u00e7\u00e3o dos valores m\u00e9dios praticados, que no primeiro trimestre de 2018 se encontravam nos \u20ac4.500\/m\u00b2,<\/strong> em linha com o registado no final do ano passado. Esta estabilidade de pre\u00e7os \u00e9 muito possivelmente explicada pelo crescimento dos fogos em oferta, que entre 2016 e o primeiro trimestre de 2018 subiram 16%. Na cidade do Porto os valores m\u00e9dios de venda registaram uma subida de 10% em 2018, fixando-se nos \u20ac2.710 \/m\u00b2. O volume de fogos em oferta na cidade, ap\u00f3s quebras sucessivas desde 2012, aumentou cerca de 50% no primeiro trimestre.<\/p>\n<p><strong>INVESTIMENTO<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A tend\u00eancia global de crescente aloca\u00e7\u00e3o de capital a ativos imobili\u00e1rios como uma alternativa aos produtos financeiros tradicionais continua a dinamizar a atividade de investimento imobili\u00e1rio em Portugal. <strong>Entre janeiro e julho de 2018 foram fechadas mais de 30 opera\u00e7\u00f5es de compra e venda de ativos imobili\u00e1rios comerciais em Portugal, envolvendo cerca de \u20ac1,9 mil milh\u00f5es<\/strong> quase tanto como em todo o ano de 2017.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A atividade de investimento foi caracterizada pela elevada presen\u00e7a de opera\u00e7\u00f5es de grande dimens\u00e3o, situando-se o <strong>valor m\u00e9dio por neg\u00f3cio nos \u20ac70 milh\u00f5es<\/strong>, duplicando o indicador de 2017. O grande n\u00famero de portf\u00f3lios transacionados explica a forte subida deste valor. Desde o in\u00edcio do ano foram transacionados dez portf\u00f3lios de ativos, todos eles adquiridos por investidores estrangeiros e maioritariamente de ativos de retalho ou escrit\u00f3rios.<\/p>\n<p>Neste enquadramento, <strong>2018 constituir\u00e1 certamente um novo ano recorde em termos de volume de investimento em imobili\u00e1rio comercial em Portugal<\/strong>, estimando-se para o fecho do ano um volume superior aos \u20ac3 mil milh\u00f5es de investimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre a Cushman &amp; Wakefield<\/strong><\/p>\n<p>A Cushman &amp; Wakefield \u00e9 uma consultora l\u00edder global em servi\u00e7os imobili\u00e1rios. Os 43.000 colaboradores em mais de 60 pa\u00edses prestam servi\u00e7os local e globalmente criando valor significativo a ocupantes e investidores em todo o mundo. A Cushman &amp; Wakefield est\u00e1 entre as maiores empresas de servi\u00e7os imobili\u00e1rios com uma fatura\u00e7\u00e3o de 5 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares atrav\u00e9s de servi\u00e7os de ag\u00eancia, representa\u00e7\u00e3o de inquilinos, vendas e aquisi\u00e7\u00f5es, gest\u00e3o de im\u00f3veis, gest\u00e3o de projetos, consultoria e avalia\u00e7\u00f5es. Para saber mais visite <a href=\"http:\/\/www.cushmanwakefield.pt\">www.cushmanwakefield.pt<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o \u00faltimo Marketbeat Portugal Outono 2018 publicado hoje pela Cushman &amp; Wakefield, o mercado imobili\u00e1rio tem mantido ao longo de 2018 a forte atividade que tem vindo a registar nos \u00faltimos anos, com um aumento muito acentuado dos n\u00edveis de procura e dos valores de mercado. 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