Engenheiros suecos criam sistema inovador de monitorização estrutural de pontes em tempo real

Investigadores do Departamento de Engenharia de Estruturas e Pontes do Instituto Real KTH de Tecnologia, em Estocolmo, estão a instalar em várias pontes da Suécia, um novo tipo de sensores com capacidade de registar e transmitir em tempo real, diversas informações relevantes, incluindo o estado de conservação estrutural.

Este sistema de sensorização avançado permite acompanhar a forma como as pontes são impactadas pelo tráfego, vento e flutuações de temperatura, detetando desvios relevantes que podem significar o início do aparecimento de estados patológicos.

Devido à complexidade inerente à análise estrutural integral de estruturas de obras-de-arte, o fluxo de dados entre os sensores e o sistema de monitorização pode atingir volumes verdadeiramente impressionantes. Em algumas das pontes onde o sistema foi instalado, são transmitidos cerca de 400 valores únicos por segundo, relativos a diversos parâmetros.

Esta constante monitorização e acompanhamento de tendências possibilita, por exemplo, a deteção de fissuração em elementos estruturais muito antes de esta ficar visível a olho nu. Permite também a previsão da vida útil de serviço que uma determinada infraestrutura poderá ter.

O sistema se sensorização sueco pode igualmente ser utilizado no planeamento de trabalhos de manutenção e, apesar de toda a tecnologia envolvida, nas inevitáveis campanhas de inspeção visual, indispensáveis mesmo quando sofisticados dispositivos de monitorização estão disponíveis.

A alimentação energética dos sensores é feita, para já de diversas formas, no entanto os engenheiros do Instituto Real KTH de Tecnologia preveem a transição para o uso unificado de tecnologias de geração de energia aproveitando os movimentos de oscilação natural das pontes.

O facto de o sistema estar a ser instalado a uma escala nacional, permitirá a construção de uma base de dados relacional do comportamento global da infraestrutura civil sueca. A análise destes resultados poderá ser de grande utilidade na otimização do dimensionamento de futuras pontes e na escolha dos designs mais baratos e duráveis, que ofereçam segurança estrutural acrescida.

 

Fonte: Instituto Real KTH de Tecnologia




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18 Comentários a Engenheiros suecos criam sistema inovador de monitorização estrutural de pontes em tempo real

  1. Marco Costa

    Este é o segredo do sucesso da engenharia em alguns países da europa. A investigação não fica a ganhar pó nos arquivos das universidades e em vez disso é dirigida à aplicação a circunstâncias reais e concretos que contribuem para o desenvolvimento do país.

  2. JOANA CORREIA

    Fenomenal!

  3. Carlos Jacques

    De notar que a análise estrutural integral de estruturas de pontes so é possível numa dimensão teórica e o equipamento pode no máximo dar algumas pistas para a detecção de patologias

  4. gavres

    só num país como a suécia

  5. José Afonso Gayoso

    Estamos um pouco atrasados…

  6. Luiz Luccas Junior

    fantastico , acho que essa incorporação deste sensores em futuro breve devera ser em grande escalas, como predio governamentais, aeroportos,e predios residencias e comerciais …

  7. Mega Engenheiro

    Curta e Compartilhe o Mega Engenheiro

  8. Antonio Marcos M. do Nascimento

    Falta agora investimento para que o projeto seja expandido. Esses sensores serão utilizados em varias estruturas de obras de artes especiais. Poderá prever patologias nas estruturas muito antes de se tornarem críticas.

  9. Fernando Sousa

    Boa noite: Na grande maioria das principais barragens portuguesas já temos instalados sistemas RAD (recolha automática de dados) que nos dão em tempo real as principais grandezas recolhidas nos aparelhos de observação previstos para fazerem parte desse sistema e escolhidos pelo projectista. Os restantes aparelhos de observação têm leitura manual de acordo com uma periodicidade escolhida e são realizadas também as respectivas inspecções visuais.

  10. Suzana Avila

    Sensacional!

  11. Francisco Cunha

    …. Continuação da Matéria…??? Vamos ver quem Responde,,, no Concelho do Cadaval…??? “O meu “Saudoso Avô Mariano Rodrigues,,, da Zona Saloia,,, Povoa de Santo Adrião,,, Dizia Aprender até Morrer”!

  12. Renato Moecke

    Este equipamento deve fazer comparações entre a frequência natural da estrutura e que ocorre no momento das medições para saber se existe algum dano na estrutura !!! Penso que é isto que eles fazem ? O professor Ortigao
    Da Terra tech no Rio sabe tudo sobre este assunto !!!

  13. Antônio Carlos Peralta

    A autor da matéria poderia acrescentar informações do plano de monitoramento . Quantos LVDT’s, acelero metros… e indicar os artigos científicos…O texto informativo é bom.

  14. Antônio Carlos Peralta

    A autor da matéria poderia acrescentar informações do plano de monitoramento . Quantos LVDT’s, acelero metros… e indicar os artigos científicos…O texto informativo é bom…

  15. marcus

    Excelente artigo. Muito interessante a opção pelo uso de tecnologias de geração de electricidade através da vibração natural das estruturas.

  16. Maria do Rosário

    gavres, não só a suécia mas reino unido, eua, canadá e holanda (só para dar alguns exemplos) que também apostam na investigação académica com fins específicos.
    Nos países de expressão portuguesa investiga-se por investigar, sem um objetivo de fundo como é o desenvolvimento de uma nova tecnologia (ou melhoria de uma existente) que possa de fato resolver um problema em concreto.
    O problema atingiu proporções tais que as empresas cada vez menos se mostram interessadas em colaborar com as universidades e institutos públicos na investigação. Preferem fazer a sua própria I&D, com recursos internos do que confiar nos académicos de profissão, mais interessados em colecionar artigos que para nada servem e que em nada melhoram a nossa sociedade.

  17. Alberto AL-Chaer

    da série: ” complementação ilustrativa da aulinha sobre monitoramento de Estruturas “

  18. José Roberto Romero

    Estes são resultados dos países que investem em pesquisa e desenvolvimento de novas metodologias ; infelizmente no Brasil , temos grandes profissionais , porém faltam subsídios para pesquisa
    Vou divulgar aos alunos da UNIP bem como um grupo de estudo de concreto que participamos
    PARABÉNS PELO ARTIGO

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