Engenheiros Búlgaros criam novo método de endurecimento de aço inoxidável

13 Abril, 2018.

Engenheiros Búlgaros criam novo método de endurecimento de aço inoxidável

No âmbito do programa europeu PlaSSteel, a fabricante búlgara Ionitech desenvolveu um novo processo para endurecimento superficial de aço inoxidável que possibilita um endurecimento de elevada qualidade, mantendo as propriedades resistentes e de anti corrosão.

O aço inoxidável é o material de eleição em muitas áreas da engenharia civil, especialmente naquelas em que, pelo facto de as estruturas dimensionadas estarem expostas a ambientes agressivos, a resistência à corrosão é uma propriedade de importância primordial. No entanto, os tratamentos de endurecimento correntes nem sempre permitem alcançar os melhores resultados no que diz respeito à manutenção da resistência ao desgaste e à fadiga.

A maioria dos tratamentos por calor atualmente usados não podem ser facilmente adaptados ao aço inoxidável para melhorar as suas propriedades, uma vez inevitavelmente algumas das propriedades vão ser afetadas negativamente.
Por exemplo, o endurecimento superficial de aço inoxidável através de nitretação e nitrocarbonetação na gama convencional de temperaturas (500ºC-100ºC) é altamente prejudicial para as propriedades anticorrosivas.

Uma possível solução para este problema é a implementação de novos processos que permitam o uso de baixas temperaturas no endurecimento superficial do aço inoxidável.
E é precisamente neste âmbito que o programa europeu PlaSSteel está a ser desenvolvido, tendo como principal objetivo a criação de métodos avançados de endurecimento superficial de baixa temperatura de aço inoxidável com controlo preciso sobre todas as propriedades funcionais.

No enquadramento do PlaSSteel, a empresa Ionitech desenvolveu uma fornalha para nitretação e nitrocarbonetação a plasma que permite obter uma elevada uniformidade de temperaturas ao longo de toda a superfície do elemento estrutural de aço tratado.
A tecnologia permite também evitar a formação de cátodos ocos, um fenómeno indesejado que consiste no sobreaquecimento local dos elementos em tratamento, em processos por plasma.

O processo utiliza temperaturas inferiores a 500ºC e permite um enriquecimento superficial de elevado desempenho com nitrogénio e carbono, através do uso de metano, propano ou gás natural na fase de nitrocarburização.

Fonte: EngenhariaCivil.com; PlaSSteel/Ionitech | Imagens (adaptadas): EngenhariaCivil.com; via PlaSSteel/Ionitech




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