Primeiros testes com lajes de betão armado condutor de eletricidade em aeroporto dos EUA

22 Fevereiro, 2018.

Primeiros testes com lajes de betão armado condutor de eletricidade em aeroporto dos EUA

O Departamento de Engenharia Civil e do Ambiente da Universidade Estatal de Iowa testou pela primeira vez, no Aeroporto Internacional de Des Moines, nos EUA, a sua tecnologia de betão condutor de eletricidade, em lajes de pavimento que permitem a remoção da neve e gelo acumulados sobre as pistas e zonas de parqueamento de aeronaves.

Os elementos de betão condutor são executados através da integração de até 1% de fibra de carbono na argamassa de cimento, o que permite ao betão a condução de energia elétrica e a libertação de calor.

O comportamento do novo tipo de pavimento, que foi desenvolvido por intermédio do Programa de Investigação de Engenharia de Pavimentos Sustentáveis, pode ser controlado remotamente através de uma simples aplicação móvel que permite ligar ou desligar o sistema aquecimento.

As lajes de betão têm um consumo máximo de 333 watts por metros quadrado (aproximadamente o consumo equivalente a três lâmpadas) a cada sete horas (o período necessário para derreter uma camada de 2,5 cm de gelo ou neve), o que corresponde a um custo operacional relativamente reduzido.

De acordo com os engenheiros da Universidade Estatal de Iowa, apesar dos custos de execução das lajes condutoras ser superior aos de lajes correntes de betão, a tecnologia permite a redução dos custos associados às operações de limpeza de neve e gelo e ao tratamento das águas de escorrência resultantes da utilização de produtos químicos de descongelamento.

As lajes construídas no Aeroporto Internacional de Des Moines têm cerca de 19 centímetros de espessura, sendo a camada inferior, com 10 centímetros, executada com recurso a betão corrente e a camada superior, com 9 centímetros, executada com betão condutor de eletricidade. Na interface das duas camadas constituintes do pavimento são colocados elétrodos metálicos ligados a uma fonte de alimentação local.

Fonte: EngenhariaCivil.com; Universidade Estatal de Iowa | Imagens (adaptadas): EngenhariaCivil.com; via Universidade Estatal de Iowa




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