Avaliação da Segurança de Pontes Existentes
20 Janeiro, 2010.
As pontes constituem uma proporção significativa da rede viária. Com a expansão das estradas e dos caminhos-de-ferro, verificada nos últimos dois séculos, o número de pontes aumentou drasticamente. Hoje em dia, algumas das pontes existentes têm mais de um século de idade e, inclusivamente, algumas pontes de alvenaria remontam, mesmo, à época do império Romano.
Muitas destas pontes sofreram uma deterioração assinalável e evidenciam as mais variadas anomalias. A segurança e a funcionalidade dessas pontes têm que ser asseguradas por inspecções regulares, e por avaliações de segurança seguidas, muitas vezes, por acções de conservação e reforço.
Na ausência de documentação adequada para a inspecção e avaliação da segurança de pontes existentes, resta aferir a segurança estrutural utilizando regulamentos dedicados ao dimensionamento de estruturas novas.
Infelizmente, tal metodologia pode ser imprópria e demasiado conservadora para algumas estruturas. Em alguns casos pode provocar a desnecessária substituição ou reforço duma estrutura existente segura, provocando investimentos desnecessários e perturbando o tráfego com todos os custos que daí advêm.
Geralmente, os regulamentos para o projecto de estruturas novas apresentam margens de segurança superiores às que, normalmente, se consideram razoáveis para a avaliação de estruturas existentes. Isto deve-se ao facto de o nível de conhecimento das estruturas existentes e as condições de tráfego real nestas estruturas poderem ser determinados com uma menor incerteza. Numa ponte existente os parâmetros que descrevem a resistência e as cargas actuantes podem ser observados e/ou medidos.

Assim os coeficientes parciais de segurança podem ser reduzidos, mantendo o mesmo nível de segurança estrutural. O conhecimento do comportamento estrutural pode ser, também, melhorado através de investigações adicionais (provas de carga, ensaios de resistência dos materiais, etc.), o que pode justificar a redução adicional nos coeficientes parciais de segurança. Estes coeficientes parciais de segurança têm em conta a variabilidade de comportamento estrutural e a variabilidade do carregamento.
Autores: Paulo Cruz, Dawid Wiśniewski, Joan Ramon Casas
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28 Janeiro, 2010
Boas. O link não está a funcionar. Obrigado
28 Janeiro, 2010
Link corrigido. Obrigado Rui Garcia
8 Fevereiro, 2011
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