Edifícios Inteligentes
3 Dezembro, 2010.A designação de Edifícios Inteligentes surgiu em meados dos anos 80, atraindo a atenção ao oferecer um novo conceito para o desenho e construção de edifícios. Esta proposta de Edifícios inteligentes propunha-se integrar todos os aspectos de domótica, comunicação e informática dentro do edifício, tais como telefone e comunicação por computadores, segurança, controlo de todos os subsistemas do edifício (aquecimento, ventilação e ar condicionado) e todos os vectores energéticos e sua gestão.
No início o adjectivo “inteligente” era simplesmente uma referência ao alto grau de automatização, obtido graças à integração de todos os sistemas de energia, informática e comunicações.
A construção de um edifício inteligente requeria à partida, um conjunto de peritos de diversas áreas tais como informática, telecomunicações, engenharias civil, mecânica, electrotécnica, arquitectura de interiores, ecologia, entre outras.
Finalmente tinha-se atingido um nível tecnológico tal, que as construções dos edifícios mereciam o nome que lhes era dado.
Alguns anos depois desta fase de aparecimento no mercado dos ditos Edifícios Inteligentes, a tecnologia de controlo foi-se aperfeiçoando até ao ponto de ser possível promover estruturas que genuinamente assentavam no nome que lhes era atribuído.
Actualmente os edifícios inteligentes estão equipados com sistemas completamente integrados de gestão global. Estes sistemas são controlados de uma forma muito simplificada e o estado dos diversos parâmetros pode ser visionado em monitores sob a forma de gráficos e desenhos.
Estas tecnologias representam um elevado investimento, sendo facilmente amortizado em grandes edifícios, não só pelo aumento de eficiência global e diminuição dos custos de operação, mas também por exigirem menos quantidade de pessoal de gestão e de manutenção do edifício. Além disso uma manutenção preventiva apoiada pelo sistema de gestão, diminui drasticamente a taxa de indisponibilidade dos serviços e consequentemente o desconforto sofrido pelos ocupantes originada pela perda de funcionalidade.
Os grandes edifícios de serviços de importantes empresas altamente rentáveis são os locais por excelência para a instalação de sistemas de gestão global, dado estas se rodearem de todos os factores que possam facilitar o processo operativo do Negócio. Por essa razão, os sistemas de gestão Global tiveram a sua origem na automação destes edifícios, mas rapidamente começaram a surgir equipamentos mais económicos para aplicações domésticas.
De entre as várias definições de Edifício Inteligente distingue-se uma característica dominante: ser confortável.
Em sentido lato, esse conforto tem que ser gerido; cada vez mais se verifica uma substituição de energia pela informação em todas as actividades; e cada vez mais um edifício tem uma componente tecnológica superior. Essa componente tecnológica implica uma gestão. É fundamental manter essa a tecnologia funcional. Pois se se vai perdendo funcionalidade o edifício vai perdendo conforto.
Entre a definição de estado base da tecnologia e o nível em que se consegue manter esse estado base resulta o manter ou perder conforto. Por exemplo, se num dado edifício Inteligente não foi incluída a gestão dos elevadores, não se deve incluir no seu vector conforto a gestão dos elevadores; mas se tiver sido incluída no estado base a gestão dos elevadores e se esta não estiver a ser implementada ela perde-se como funcionalidade surgindo assim uma situação de desconforto. À partida ela não fazia parte no conceito de conforto para aquele edifício, mas se for definida, a sua não implementação ou não operacionalidade transforma-se num “não conforto”. Surge assim um dilema: saber para um determinado edifício que tem uma determinada ocupação, qual o grau de conforto a que se deve chegar. O que se verifica, é que esse grau de conforto é cada vez mais dado por tecnologia.
Autor: António Manuel Luzano de Quadros Flores
Excerto Adaptado
Imagens: Cisco




4 Dezembro, 2010
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