Construindo pavimentos de estradas com esterco de porco

30 Junho, 2016.

Construindo pavimentos de estradas com esterco de porco

Uma equipa de investigadores da Universidade Estatal Agrícola Técnica da Califórnia do Norte (NCAT), com o apoio da Fundação Científica Nacional (NSF), está a estudar a possibilidade da utilização de dejetos de porco no fabrico de ligantes para pavimentos rodoviários.

As fezes de porco são vastamente utilizadas, na forma de estrume, no setor agrícola devido às suas excelentes propriedades adubantes.
O uso sistemático deste abundante subproduto da indústria pecuária pode, no entanto, levar à contaminação dos solos e águas subterrâneas, especialmente se o mesmo não for sujeito a tratamento adequado.

Este resíduo, do qual são anualmente produzidos 160 mil milhões de litros a nível mundial, é também rico em óleos, muito similares ao petróleo, pelo que o seu uso como substituto, potencialmente mais sustentável, do betume poderá fazer sentido.

Os engenheiros da Universidade Estatal Agrícola Técnica da Califórnia do Norte conseguiram fabricar, através da destilação de óleos provenientes de fezes de porco, um ligante viscoso que pode ser utilizado na produção de misturas betuminosas.
O processo revelou-se muito mais barato que o necessário para o fabrico de betumes correntes, custando apenas 56 cêntimos de dólar por galão (aprox. 3,79 litros). É também mais sustentável no que diz respeito aos gastos energéticos, uma vez que pode ser produzido a temperaturas inferiores às do betume

O material está atualmente a ser testado nos laboratórios daquele instituto norte-americano, com resultados preliminares bastante promissores, tanto a nível de resistência e durabilidade, como de estabilidade mecânica.

Estes bons resultados levaram já ao avanço da criação da spin-off “Bio-Adhesive” para a comercialização de produtos para o setor da construção rodoviária e aeroportuária, fabricados com base no novo ligante ecológico.

Relativamente aos potenciais cheiros desagradáveis decorrentes do uso do material, os investigadores asseguram que os compostos que conferem o odor característico são filtrados e eliminados durante a produção.

Fonte: NCAT/NSF | Imagem (adaptada): via NCAT/NSF




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