Técnica inovadora permite aumentar 25 vezes a resistência de estruturas em terra

3 Maio, 2018.

Técnica inovadora permite aumentar 25 vezes a resistência de estruturas em terra

Investigadores da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC) desenvolveram uma técnica inovadora para aumento da resistência dos elementos estruturais de edifícios construídos em terra. O reforço por tratamento químico desenvolvido pelos engenheiros da UBC permite aumentar cerca de 25 vezes a resistência de estruturas em terra.

Embora a construção em terra seja utilizada há milhares de anos, em múltiplas zonas do globo, esta técnica construtiva sofreu um renascimento nas décadas mais recentes, muito devido â sua vertente sustentável e ambiental.

Este tipo de construção consiste na utilização de solo, frequentemente misturado com um material natural de reforço, que é comprimido mecanicamente, de forma a obter elementos construtivos compostos ou simples blocos de alvenaria. As paredes construídas com terra têm, de uma forma geral, um bom comportamento térmico e acústico e estão associadas a uma redução significativa nos custos em materiais de construção e a uma baixíssima pegada ecológica.

Um dos pontos fracos tipicamente associado à construção em terra é o seu relativamente mau comportamento mecânico quando comparada com estruturas executadas com materiais mais convencionais na construção moderna, como por exemplo o betão.

O tratamento químico desenvolvido pela UBC tem precisamente como objetivo reduzir esta limitação, procurando aumentar o desempenho das estruturas executadas com terra comprimida.
Este tratamento consiste em adicionar aos elementos construtivos de terra, carboneto de cálcio e cinzas volantes como agentes ligantes. Depois de um período de cura de 60 dias, as estruturas de terra executadas com integração dos agentes ligantes adquiriram uma resistência cerca de 25 superior à de estruturas de terra convencionais.

De acordo com os engenheiros da Colúmbia Britânica, o segredo para este aumento de desempenho estrutural está na dosagem precisa de cada um dos elementos da mistura do aditivo ligante.

Fonte: EngenhariaCivil.com; UBC | Imagens (adaptadas): EngenhariaCivil.com; via UBC




Outros artigos interessantes:




Comentar

* Obrigatório