Impacto da construção de barragens e represas na geometria de deltas de rios

7 Agosto, 2015.

Impacto da construção de barragens e represas na geometria de deltas de rios

Um grupo de investigadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Instituição Oceanográfica Woods Hole (WHOI) está a desenvolver um novo método para determinar o impacto da construção de barragens e represas, nos deltas de grandes rios. O método, que tem em conta diferentes fatores hidrográficos, permite prever de forma precisa a evolução ao longo do tempo da geometria dos deltas bem como a influência dessas alterações nas comunidades e habitats.

A metodologia tem em conta dois fatores competitivos de extrema importância, em particular a rapidez com que o rio transporta sedimentos para o oceano e a capacidade das ondas marítimas depositarem esses sedimentos ao longo da linha costeira/ribeirinha.
Dependendo do equilíbrio destes dois fatores, o método permite prever a evolução dos contornos dos deltas de rios ao longo do tempo.
E dada a densidade populacional geralmente elevada que os deltas dos rios possuem, bem como a influência, potencialmente nefasta das mudanças climáticas e construção descontrolada de grandes barragens e represas, a eficácia do método reveste-se de grande relevância.

No desenvolvimento da nova metodologia os investigadores tiveram em conta a caracterização dos deltas como tendo formação dominada pelo rio ou dominada por ondas.
Num delta dominado por ondas, como o delta do Rio Nilo no Egito, as ondas são mais fortes que as correntes fluviais, o que resulta num linha de costa de distribuição suave e homogénea. Pelo contrário, em deltas dominados pelo rio, como o Mississippi, nos quais o transporte sedimentar fluvial tem capacidade superior às ondas oceânicas, há tendência à formação de uma linha costeira crenulada.

A formulação do método teve como base um estudo realizado em 25 deltas de rios, na costa Norte da Ilha de Java, na Indonésia, uma zona caracterizada pela variabilidade de formas assumidas pelos deltas.

Fonte: MIT | Imagem (adaptada): NASA Landsat via MIT




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