Investigadores britânicos criam novo revestimento anti corrosão para aço que é 12 vezes mais durável
Uma equipa de investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade de Swansea criou uma nova técnica de proteção do aço contra a corrosão, que promete revolucionar a indústria da construção. A descoberta é especialmente relevante, dada a prevista proibição na União Europeia, dos materiais de revestimento tradicionais, contendo cromato hexavalente, já a partir de 2019.
O mercado europeu da proteção de estruturas metálicas contra a corrosão representa cerca de 3,5 mil milhões de Euros anualmente. Além da indústria da construção, os inibidores de corrosão são igualmente usados em outros setores como a indústria aeronáutica, aeroespacial e automóvel.
A técnica criada pelos engenheiros britânicos, além de mais ambiental, tem um melhor desempenho como inibidor de corrosão que as técnicas correntes que usam cromato hexavalente. Envolve o uso de um reservatório de armazenamento de inibidor de corrosão e funciona através da condução de aniões eletrólitos agressivos para o revestimento, o que desencadeia a libertação gradual do inibidor.
Para compararem o desempenho da nova técnica com as tradicionais, os investigadores utilizaram equipamento de microscopia potencial superficial, construído por medida para os ensaios laboratoriais. Este equipamento permitiu a avaliação do estado de conservação dos provetes metálicos, sem necessidade de contacto ou observação direta.
Com as sondas de varrimento de Kelvin foi também possível testar o novo revestimento e as restantes alternativas no mercado, em tempo recorde, cerca de 24 horas por material em vez das habituais 500.
A bateria de ensaios permitiu concluir que a nova técnica de revestimento contra a corrosão de elementos metálicos, oferece uma durabilidade 12 vezes superior às técnicas correntes que usam cromato hexavalente.
Fonte: Universidade de Swansea
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