Redução da pegada ecológica de edifícios pode ser feita com diminuição de custos globais

Redução da pegada ecológica de edifícios pode ser feita com diminuição de custos globais

Um estudo desenvolvido pelo Departamento de Engenharia Civil e do Ambiente da Universidade de Concórdia, no Canadá mostra que é possível, através da adoção de medidas adequadas de redução da pegada ecológica de edifícios, reduzir igualmente os custos globais associados à sua operação.

Os engenheiros da Universidade de Concórdia investigaram novas formas de otimizar o funcionamento e integração entre sistemas localizados em edifícios diferentes.
O estudo foi conduzido num complexo residencial composto por 8 edifícios, que possuíam uma grande variabilidade de características, custos de operação e condicionamentos técnicos. Os investigadores utilizaram modelos avançados de simulação, com o objetivo de encontrar padrões eficientes do ponto de vista energético e de custo.

Quando dada prioridade à redução das emissões poluentes nos modelos, as simulações mostraram que a solução ótima para o complexo passaria pelo aquecimento de alguns edifícios com bombas de calor com alimentação hidroelétrica, arrefecidas através de dissipadores de calor instalados em grandes massas de água. A medida formulada que tem também em conta fatores como a exequibilidade técnica e facilidade de instalação, permitiria reduzir em 75% os custos de energia, diminuindo em simultâneo, em 59% as emissões de dióxido de carbono.

Por outro lado, quando os modelos foram calibrados para darem prioridade à redução dos custos globais, as poupanças foram de apenas 38% e as emissões de carbono foram superiores às atualmente existentes no complexo. Isto porque o modelo deu prioridade a sistemas de aquecimento que utilizam combustíveis fósseis, pelo facto de estarem associados a equipamento que tem custos de instalação e operação baixos.

Os modelos utilizados pelos engenheiros canadianos têm em consideração múltiplas fontes de energia, renováveis e não-renováveis e também aspetos como a idade dos edifícios e falhas nas redes de abastecimento de energia.

O estudo demonstrou que é possível uma redução significativa nas emissões de gases de efeito de estufa sem que seja necessária a alteração dos sistemas em todos os edifícios, mas apenas nos edifícios que trazem maiores benefícios. Isto permite que o processo de transição para sistemas amigos do ambiente seja feito de forma gradual, com investimentos periódicos em novo equipamento.

Fonte: EngenhariaCivil.com; Universidade de Concórdia | Imagens (adaptadas): EngenhariaCivil.com; via Universidade de Concórdia




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