Redução da pegada ecológica de edifícios pode ser feita com diminuição de custos globais

7 Março, 2018.

Redução da pegada ecológica de edifícios pode ser feita com diminuição de custos globais

Um estudo desenvolvido pelo Departamento de Engenharia Civil e do Ambiente da Universidade de Concórdia, no Canadá mostra que é possível, através da adoção de medidas adequadas de redução da pegada ecológica de edifícios, reduzir igualmente os custos globais associados à sua operação.

Os engenheiros da Universidade de Concórdia investigaram novas formas de otimizar o funcionamento e integração entre sistemas localizados em edifícios diferentes.
O estudo foi conduzido num complexo residencial composto por 8 edifícios, que possuíam uma grande variabilidade de características, custos de operação e condicionamentos técnicos. Os investigadores utilizaram modelos avançados de simulação, com o objetivo de encontrar padrões eficientes do ponto de vista energético e de custo.

Quando dada prioridade à redução das emissões poluentes nos modelos, as simulações mostraram que a solução ótima para o complexo passaria pelo aquecimento de alguns edifícios com bombas de calor com alimentação hidroelétrica, arrefecidas através de dissipadores de calor instalados em grandes massas de água. A medida formulada que tem também em conta fatores como a exequibilidade técnica e facilidade de instalação, permitiria reduzir em 75% os custos de energia, diminuindo em simultâneo, em 59% as emissões de dióxido de carbono.

Por outro lado, quando os modelos foram calibrados para darem prioridade à redução dos custos globais, as poupanças foram de apenas 38% e as emissões de carbono foram superiores às atualmente existentes no complexo. Isto porque o modelo deu prioridade a sistemas de aquecimento que utilizam combustíveis fósseis, pelo facto de estarem associados a equipamento que tem custos de instalação e operação baixos.

Os modelos utilizados pelos engenheiros canadianos têm em consideração múltiplas fontes de energia, renováveis e não-renováveis e também aspetos como a idade dos edifícios e falhas nas redes de abastecimento de energia.

O estudo demonstrou que é possível uma redução significativa nas emissões de gases de efeito de estufa sem que seja necessária a alteração dos sistemas em todos os edifícios, mas apenas nos edifícios que trazem maiores benefícios. Isto permite que o processo de transição para sistemas amigos do ambiente seja feito de forma gradual, com investimentos periódicos em novo equipamento.

Fonte: EngenhariaCivil.com; Universidade de Concórdia | Imagens (adaptadas): EngenhariaCivil.com; via Universidade de Concórdia




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