Britânicos vão utilizar sensores sem fios para tornar as interseções ferroviárias mais seguras

14 Setembro, 2016.

Britânicos vão utilizar sensores sem fios para tornar as interseções ferroviárias mais seguras

Investigadores do Instituto de Pesquisa Ferroviária (IRR) da Universidade de Huddersfield, no Reino Unido, estão a estudar a possibilidade de utilização de micro sensores com tecnologia de comunicação sem fios para a monitorização de interseções de vias ferroviárias com rodoviárias.

Estas redes de sensores, alimentadas exclusivamente através da energia recolhida da vibração dos carris, têm potencial para incrementar significativamente a eficiência e segurança das interseções.

O estudo, que é financiado pelo Departamento de Transportes (DfT), fará a análise técnica e económica da implementação desta tecnologia sustentável que dispensa alimentação elétrica da rede pública e permite o controlo mais eficiente do fecho e abertura dos portões em atravessamentos ferroviários automatizados.

De acordo com o IRR, no Reino Unido existem 6599 interseções automáticas, pelo que o uso desta rede global de sensores teria um impacto muito significativo tanto no que diz respeito aos gastos energéticos como à redução dos acidentes.

Uma vez que não é necessária a utilização de qualquer tipo de condutas ou cablagem, a instalação do equipamento de sensorização é bastante simples e rápida, pelo que as perturbações no normal funcionamento, decorrentes da adoção da tecnologia, são praticamente inexistentes.

Também os custos de instalação seriam reduzidos, passando-se das 500 mil libras que o equipamento tradicional de deteção custa, para um valor inferior a 20 mil libras, que possui uma maior durabilidade e oferece maior fiabilidade, devido principalmente ao seu funcionamento redundante em rede. Se um dos sensores falhar, os restantes assumem as suas funções sem nunca ser necessária a interrupção do serviço.

Além da deteção do movimento das composições ferroviárias, o conjunto de sensores permite a medição da amplitude das vibrações do carris, pelo podem ser igualmente utilizados para a monitorização do seu estado de conservação.

Fonte: IRR/UH | Imagem (adaptada): Bill Smith via IRR/UH; EngenhariaCivil.com




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