Bioengenharia britânica vai utilizar ossos sintéticos na construção de edifícios e pontes

24 Junho, 2016.

Bioengenharia britânica vai utilizar ossos sintéticos na construção de edifícios e pontes

Investigadores do Departamento de Engenharia da Universidade de Cambridge estão a desenvolver materiais de construção inovadores, mais sustentáveis, com uma microestrutura interna muito semelhante à dos ossos de animais e de cascas de ovos.

Com as indústrias de fabrico de cimento e aço a serem responsáveis por cerca de 10% das emissões de gases poluentes e por elevados gastos energéticos, em parte devido às muito elevadas temperaturas necessárias à produção daqueles materiais de construção, torna-se cada vez mais urgente encontrar alternativas mais ambientais que garantam a sustentabilidade do setor da construção civil mundial.

Embora existam inúmeros projetos de investigação atualmente em curso que visam o aumento da eficiência dos processos produtivos dos materiais de construção correntes, algumas universidades e institutos de pesquisa têm-se dedicado ao desenvolvimento de novos materiais que possam servir de alternativa ao metal e ao betão na construção das cidades do futuro.

A bioengenharia e em particular a bio mimética poderão ser fortes aliados da engenharia civil na criação de materiais com melhor desempenho estrutural e mais sustentáveis.

É nesse âmbito que Universidade de Cambridge está a criar novos elementos estruturais que mimetizam algumas das características físicas e funcionais dos ossos de seres vivos.
Algumas das propriedades únicas dessas bio estruturas são a sua geometria otimizada, resistência muito elevada e, mais importante, a capacidade inata de autorregeneração.

Os elementos estruturais criados nos laboratórios da prestigiada universidade inglesa são, nesta fase experimental inicial, fabricados, à temperatura ambiente e com processos de elevada escalabilidade, com colagénio de origem animal, no entanto o objetivo, a curto prazo, é utilizar proteínas sintéticas, polímeros ou colagénio de origem não animal.

Fonte: Universidade de Cambridge | Imagem (adaptada/ilustrativa): via Gensler




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