Vidro inteligente poderá tornar obsoletas cortinas e persianas

21 Março, 2018.

Vidro inteligente poderá tornar obsoletas cortinas e persianas

Uma equipa de investigadores da Universidade de Delaware, nos EUA, está a desenvolver um novo tipo de painéis de vidro eco eficientes que são capazes de passar de transparentes a opacos, possibilitando ou impedindo a entrada de luz, de forma quase imediata.

A tecnologia de painéis envidraçados inteligentes pode ser utilizada tanto em janelas e painéis de cobertura como na envolvente de edifícios, permitindo a absorção de calor durante os meses de Inverno e reflexão dos raios solares durante os meses mais quentes.

Apesar de não ser novo, o vidro inteligente criado pelos engenheiros da Universidade de Delaware tem um custo de fabrico que é aproximadamente um décimo do valor de outras soluções existentes. Também permite alcançar tanto uma maior transparência e uma maior refletividade do que a competição.

O funcionamento dos novos painéis envidraçados é bastante simples. Os painéis são constituídos por duas películas poliméricas que delimitam uma fina cavidade que funciona como uma câmara interior estanque que pode ser rapidamente cheia ou esvaziada de líquido. Quando a câmara interior se encontra vazia, o material tem características retrorrefletoras.

Quando se pretende que o painel fique transparente, a câmara é enchida com salicilato de metila, um produto natural existente em algumas espécies de plantas, como as bétulas. Este líquido possui propriedades óticas semelhantes à das películas poliméricas envolventes, permitindo que, por intermédio da harmonização dos índices de refração, o painel se torne transparente, possibilitando a entrada de luz para o interior dos edifícios.

Embora os primeiros protótipos tenham sido fabricados com recurso a técnicas de fabrico aditivo, através de impressão 3D, os painéis poderão ser produzidos com técnicas industriais de processamento polimérico, tal como a moldagem por injeção.

Fonte: EngenhariaCivil.com; Universidade de Delaware | Imagens (adaptadas): EngenhariaCivil.com; via Universidade de Delaware




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