Departamento de Engenharia Civil do MIT desenvolve sensores de baixo custo para quantificação de poluentes urbanos

22 Fevereiro, 2017.

Departamento de Engenharia Civil do MIT desenvolve sensores de baixo custo para quantificação de poluentes urbanos

Uma equipa de Engenheiros Civis do Departamento de Engenharia Civil e do Ambiente do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveu uma nova tecnologia de sensorização, de baixo custo, para quantificação de poluentes atmosféricos em grandes cidades.

Os novos sensores visam suprir a escassez de dados relativos ao estado do ar em ambientes complexos de metrópoles asiáticas, nas quais a qualidade do ar está intrinsecamente ligada aos sistemas energéticos.

Com a premissa de obter equipamentos de elevada precisão e baixo custo, os investigadores do MIT desenvolveram sensores compactos, de fácil transporte e instalação, que permitem a medição e registo, em tempo real, de informação relativa às características químicas do ar.

Os sensores permitem a deteção de partículas do tipo PM2.5, com perímetro inferior a 2,5 mícrones, uma funcionalidade essencial para uma análise epidemiológica consistente. Estas partículas, geradas por processos de combustão, conduzem a efeitos nefastos na saúde humana.

Enquanto que em metrópoles ocidentais como Nova Iorque, o nível de PM2.5 é de 12 microgramas por metro cúbico, em Deli pode atingir 150 a 1000 microgramas por metro cúbico, pelo que é urgente uma monitorização mais atenta de grandes urbes com as características desta última.

Os primeiros protótipos produzidos pelo MIT estão a ser atualmente testados em campo, tendo um custo de fabrico de cerca de 1000 dólares, ao contrário dos sensores tradicionais que têm custos que variam entre 50 mil e 100 mil dólares. Apesar disso possuem desempenho e funcionalidades muito similares, sendo capazes de medições dos níveis de seis gases diferentes (O3, NO, NO2, SO2, CO e compostos orgânicos voláteis) e de 16 grupos dimensionais de partículas.

O baixo custo permite que os sensores possam ser utilizados de forma massiva, o que possibilita a construção de modelos de poluentes aéreos com um elevado grau de precisão.

 

Fonte: EngenhariaCivil.com; MIT | Imagens: EngenhariaCivil.com; MIT




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