Material inovador torna pás de turbinas eólicas totalmente recicláveis

Material inovador torna pás de turbinas eólicas totalmente recicláveis

Uma resina inovadora, dirigida ao fabrico de pás de turbinas eólicas, está a ser desenvolvido pelo Instituto para a Inovação no Fabrico de Compósitos Avançados (IACMI), da Universidade do Tennessee, EUA. Ao contrário das resinas tradicionais, o novo material permite que as pás de turbinas eólicas sejam 100% recicláveis.

As resinas convencionais utilizadas tradicionalmente em pás de turbinas eólicas de fibra de vidro, apesar de permitirem o fabrico de elementos leves e de grande resistência, têm uma durabilidade limitada, entre 20 e 25 anos. No final da sua vida útil, apenas uma pequena parte dos gigantescos elementos pode ser reciclada, isto porque a resina dificulta grandemente o processo de separação e reciclagem da fibra de vidro.

A criação da nova resina, que está integrada num projeto alargado de desenvolvimento de materiais termoplásticos de elevado desempenho, baixo custo e grande reciclabilidade, permite fechar o ciclo sustentável do setor eólico, ao possibilitar a reciclagem e reaproveitamento de equipamento no final da sua vida útil.

A elevada reciclabilidade decorrente do uso da nova resina auto-endurecível está relacionada com a natureza dos termoplásticos, que podem ser derretidos e facilmente separados da fibra de vidro. Esta fibra de vidro pode ser reintegrada no processo de fabrico de materiais compósitos para aplicações no setor energético ou em outras áreas.

A nova resina tem igualmente vantagens em fase de fabrico e aplicação, por requerer menos energia em comparação com resinas correntes.

O estudo conta com o apoio de várias universidades, fabricantes, laboratórios nacionais e entidades governamentais norte-americanas e contribuirá para acelerar o desenvolvimento e distribuição comercial de compósitos avançados que permitam a redução da pegada ecológica do setor eólico.

 

Fonte: EngenhariaCivil.com; Universidade Vanderbilt | Imagens (adaptadas): EngenhariaCivil.com; via Universidade Vanderbilt




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