Material inovador torna pás de turbinas eólicas totalmente recicláveis

20 Fevereiro, 2018.

Material inovador torna pás de turbinas eólicas totalmente recicláveis

Uma resina inovadora, dirigida ao fabrico de pás de turbinas eólicas, está a ser desenvolvido pelo Instituto para a Inovação no Fabrico de Compósitos Avançados (IACMI), da Universidade do Tennessee, EUA. Ao contrário das resinas tradicionais, o novo material permite que as pás de turbinas eólicas sejam 100% recicláveis.

As resinas convencionais utilizadas tradicionalmente em pás de turbinas eólicas de fibra de vidro, apesar de permitirem o fabrico de elementos leves e de grande resistência, têm uma durabilidade limitada, entre 20 e 25 anos. No final da sua vida útil, apenas uma pequena parte dos gigantescos elementos pode ser reciclada, isto porque a resina dificulta grandemente o processo de separação e reciclagem da fibra de vidro.

A criação da nova resina, que está integrada num projeto alargado de desenvolvimento de materiais termoplásticos de elevado desempenho, baixo custo e grande reciclabilidade, permite fechar o ciclo sustentável do setor eólico, ao possibilitar a reciclagem e reaproveitamento de equipamento no final da sua vida útil.

A elevada reciclabilidade decorrente do uso da nova resina auto-endurecível está relacionada com a natureza dos termoplásticos, que podem ser derretidos e facilmente separados da fibra de vidro. Esta fibra de vidro pode ser reintegrada no processo de fabrico de materiais compósitos para aplicações no setor energético ou em outras áreas.

A nova resina tem igualmente vantagens em fase de fabrico e aplicação, por requerer menos energia em comparação com resinas correntes.

O estudo conta com o apoio de várias universidades, fabricantes, laboratórios nacionais e entidades governamentais norte-americanas e contribuirá para acelerar o desenvolvimento e distribuição comercial de compósitos avançados que permitam a redução da pegada ecológica do setor eólico.

 

Fonte: EngenhariaCivil.com; Universidade Vanderbilt | Imagens (adaptadas): EngenhariaCivil.com; via Universidade Vanderbilt




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