Documentação


- Construções

Impacte do Novo DL 96/2008 nas Condições Acústicas da Construção em Portugal

7 Dezembro, 2009

Impacte do Novo DL 96/2008 nas Condições Acústicas da Construção em Portugal Impacte do Novo DL 96/2008 nas Condições Acústicas da Construção em Portugal

O conforto acústico no interior das habitações é cada vez mais uma condição prioritária, quer por parte dos compradores, quer por parte das entidades fiscalizadoras. O DL 96/2008, Regulamento dos Requisitos Acústicos dos Edifícios (RRAE), surge como uma actualização do DL 129/2002, alterando os parâmetros de desempenho acústico dos edifícios e os indicadores do ruído de equipamentos e instalações, alargando o âmbito de aplicação do RRAE a mais tipos de actividades e compatibilizando o seu conteúdo com o do Regulamento Geral do Ruído, DL 9/2007.
Pretende-se com esta comunicação sistematizar os resultados de ensaios que têm sido realizados, de forma a avaliar o impacte desta nova revisão nas condições acústicas da construção em Portugal. Uma vez que o DL 96/2008 manteve na generalidade os limites do DL 129/2002, mudando os parâmetros de normalizados para padronizados, uma importante análise será a comparação dos resultados obtidos para os dois tipos de parâmetros de desempenho acústico.
Este estudo foi efectuado com base em 85 ensaios de isolamento sonoro realizados antes e após a entrada em vigor do DL 96/2008, em 1 de Julho de 2008. Os ensaios foram efectuados em conformidade com as normas portuguesas e/ou internacionais aplicáveis, nomeadamente NP EN ISO140-4:2000, NP EN ISO 140-5:2000, EN ISO 140-7:1998, EN ISO 717-1:1996 e EN ISO 717-2:1996.

Clotilde A. Lages, Rodrigo A. Tomaz, Luís Conde Santos
dBLab – Laboratório de Acústica e Vibrações, Lda., Grupo Absorsor
Comunicação apresentada no Congresso Acústica 2008, realizado em Coimbra.

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http://www.ficheiros.engenhariacivil.com/Teixeira_CN_05.zip

- Estruturas

Avaliação da Segurança de Pontes Existentes

20 Janeiro, 2010

Avaliação da Segurança de Pontes Existentes

As pontes constituem uma proporção significativa da rede viária. Com a expansão das estradas e dos caminhos-de-ferro, verificada nos últimos dois séculos, o número de pontes aumentou drasticamente. Hoje em dia, algumas das pontes existentes têm mais de um século de idade e, inclusivamente, algumas pontes de alvenaria remontam, mesmo, à época do império Romano.

Muitas destas pontes sofreram uma deterioração assinalável e evidenciam as mais variadas anomalias. A segurança e a funcionalidade dessas pontes têm que ser asseguradas por inspecções regulares, e por avaliações de segurança seguidas, muitas vezes, por acções de conservação e reforço.
Na ausência de documentação adequada para a inspecção e avaliação da segurança de pontes existentes, resta aferir a segurança estrutural utilizando regulamentos dedicados ao dimensionamento de estruturas novas.
Infelizmente, tal metodologia pode ser imprópria e demasiado conservadora para algumas estruturas. Em alguns casos pode provocar a desnecessária substituição ou reforço duma estrutura existente segura, provocando investimentos desnecessários e perturbando o tráfego com todos os custos que daí advêm.
Geralmente, os regulamentos para o projecto de estruturas novas apresentam margens de segurança superiores às que, normalmente, se consideram razoáveis para a avaliação de estruturas existentes. Isto deve-se ao facto de o nível de conhecimento das estruturas existentes e as condições de tráfego real nestas estruturas poderem ser determinados com uma menor incerteza. Numa ponte existente os parâmetros que descrevem a resistência e as cargas actuantes podem ser observados e/ou medidos.

Avaliação da Segurança de Pontes Existentes
Assim os coeficientes parciais de segurança podem ser reduzidos, mantendo o mesmo nível de segurança estrutural. O conhecimento do comportamento estrutural pode ser, também, melhorado através de investigações adicionais (provas de carga, ensaios de resistência dos materiais, etc.), o que pode justificar a redução adicional nos coeficientes parciais de segurança. Estes coeficientes parciais de segurança têm em conta a variabilidade de comportamento estrutural e a variabilidade do carregamento.

Autores: Paulo Cruz, Dawid Wiśniewski, Joan Ramon Casas

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Avaliação da Segurança de Pontes Existentes

- Geotecnia e Fundações

Acompanhamento e Controlo de Tuneladoras EPB

13 Janeiro, 2010

Acompanhamento e Controlo de Tuneladoras EPB

As tuneladoras do tipo «Earth Pressure Balance» (EPB) têm sido utilizadas com bastante sucesso em túneis urbanos e em condições difíceis. Não obstante, continuam a verificar-se acidentes com consequências para a segurança e que se reflectem no abalo da confiança pública. De forma a prevenir essas ocorrências impõe-se a implementação de planos de gestão do risco, que incluam uma cautelosa gestão dos procedimentos de escavação, com transmissão dos respectivos dados em tempo real, conjuntamente com a monitorização das subsidências.

Acompanhamento e Controlo de Tuneladoras EPB
O presente trabalho assume como principal objectivo partilhar a experiência adquirida e, sobretudo, dar um contributo à melhor compreensão dos procedimentos de gestão e controlo da escavação com tuneladoras EPB. Dá-se particular destaque à complexa interligação entre os diversos parâmetros, designadamente: de «performance» e produção, de furação, extracção do terreno, pressão na frente, preenchimento do vazio anelar, acondicionamento do terreno, etc. O caso de obra “Metro de Turim – Lote 2” é utilizado para evidenciar algumas das características dos referidos procedimentos, assim como para realçar a especial importância da fiscalização.

Acompanhamento e Controlo de Tuneladoras EPB

Tecem-se considerações atinentes à estabilidade da frente e a problemas operacionais em terrenos difíceis, especialmente em terrenos granulares grosseiros, onde é usual um forte acondicionamento do solo. Por fim, são propostas ferramentas de controlo da escavação, com a finalidade da sua integração em «softwares» de monitorização em tempo real. Espera-se deste modo que o presente trabalho venha a assumir-se como um contributo inovador nesta matéria, em especial nos meios de língua portuguesa onde a literatura sobre o tema é escassa.

Autor: Rui Pedro Camposinhos – 3º lugar no Prémio Inovação Jovem Engenheiro 2008 (1º lugar do Colégio de Civil)

Acompanhamento e Controlo de Tuneladoras EPB

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Acompanhamento e Controlo de Tuneladoras EPB

- Hidráulica

Desenvolvimento de um Sistema de Gestão Operacional da Água em Alqueva

10 Abril, 2009

Desenvolvimento de um Sistema de Gestão Operacional da Água em Alqueva

No Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA), uma grande variedade de aspectos relacionados com a gestão da água e com a sua qualidade estão dependentes dos fluxos de água naturais e artificiais em cenários de escassez, de aumento da procura de água e de condicionantes de protecção ambiental. Para os usos previstos mais significativos (irrigação, consumo humano e produção de energia eléctrica) é necessário construir cenários de disponibilidade de água em quantidade e qualidade adequadas. O EFMA prevê uma área de irrigação que beneficiará uma área total de cerca de 115 000 ha. Irá consistir em 15 barragens de regularização, 314 km de canais, 31 reservatórios de regularização, 56 estações elevatórias secundárias, 2240 km de túneis e aproximadamente 1000 km de vias de comunicação.

Desenvolvimento de um Sistema de Gestão Operacional da Água em Alqueva
O aumento das capacidades de computação, por um lado, e a necessidade de abordagens integradas para a gestão de recursos hídricos, por outro, exige, actualmente, o desenvolvimento de plataformas computacionais que permitam a utilização de diferentes tipos de modelos para a obtenção de simulações dos diferentes processos envolvidos no ciclo hidrológico de forma eficiente e, simultaneamente, a integração de informação proveniente de estações de monitorização automática.
A modelação matemática tem vindo a adquirir uma importância crescente como método de estudo e como ferramenta de previsão dos processos envolvidos no ciclo hidrológico. A elevada complexidade deste ciclo conduziu, nos últimos anos, a uma abordagem especializada no desenvolvimento (no que se refere aos meios hídricos e escalas espaciais e temporais dos processos modelados) das diferentes ferramentas de modelação. Desta forma, as soluções a adoptar para as plataformas tecnológicas de modelação, têm necessariamente que considerar a inclusão de diferentes tipos de modelos: modelos hidrológicos, modelos hidrodinâmicos e modelos de qualidade da água. Estes modelos utilizam diferentes tipos de software seleccionados após uma avaliação criteriosa das diferentes opções disponíveis. Estão em fase de criação modelos hidrodinâmicos e de qualidade da água de dimensionalidade distinta: unidimensionais no plano horizontal (1DH), bidimensionais no plano horizontal (2DH) e tridimensionais (3D).

José L. S. Pinho, José M. P. Vieira

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Desenvolvimento de um Sistema de Gestão Operacional da Água em Alqueva

- Vias de Comunicação

Indicadores de Estado de Conservação dos Pavimentos

12 Maio, 2009

Indicadores de Estado de Conservação dos Pavimentos

O InIR (Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias,I.P.) disponibilizou, para recolha de  comentários de carácter técnico, um conjunto de disposições normativas nas suas versões base, relativas a pavimentação rodoviária com o objectivo de orientar tecnicamente o sector rodoviário. Esta Disposição Técnica tem como objectivo a elaboração de metodologias de medida das características superficiais e estruturais dos pavimentos, o estabelecimento de métodos uniformes de medida, a análise de dados e modelos de comportamento permitindo uma observação eficaz do nível de serviço de cada rede de estradas, no que respeita aos pavimentos.

Acerca do InIR
O Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias,I.P. é um instituto público integrado na administração indirecta do Estado, dotado de autonomia administrativa. O InIR prossegue atribuições do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, sob superintendência e tutela do respectivo ministro.
O InIR, I.P. tem como principal missão fiscalizar e supervisionar a gestão e exploração da rede rodoviária, controlando o cumprimento das leis e regulamentos e dos contratos de concessão e subconcessão, de modo a assegurar a realização do Plano Rodoviário Nacional e a garantir a  eficiência, equidade, qualidade e a segurança das infra-estruturas, bem como os direitos dos utentes.
(www.inir.pt)

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Construção e Reabilitação de Pavimentos Ligantes Betuminosos

- Urbanismo e Transportes

O Planeamento Estratégico em Busca de Potenciar o Território, o Caso de Almeida

10 Abril, 2009

O Planeamento Estratégico em Busca de Potenciar o Território, o Caso de Almeida

As rápidas transformações sócio-económicas a que os territórios na actualidade estão sujeitos, decorrentes da globalização, do desenvolvimento dos transportes e das tecnologias, têm alimentado a discussão sobre a dificuldade das actuais figuras de planeamento responderem a essas novas solicitações.
Num contexto de competitividade territorial cada vez mais alargada, os planos meramente reguladores do uso do solo e reactivos às actividades a desenvolver, revelam-se ineficazes por não comportarem objectivos explícitos de promoção económica e de coesão social.
O planeamento estratégico territorial tem-se afirmado como uma alternativa no domínio das políticas de desenvolvimento territorial. Introduzindo uma nova base metodológica, assente em análises prospectivas, na flexibilidade de adaptação das medidas e na participação dos agentes locais que interagem no território, através de parcerias, o planeamento estratégico procura traçar linhas estruturantes de desenvolvimento e melhorar a performance competitiva dos territórios.

Fernando Pereira da Fonseca

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O Planeamento Estratégico em Busca de Potenciar o Território, o Caso de Almeida